sábado, 29 de janeiro de 2011

Concurso premia melhores fotos de pássaros ameaçados


Vencedora na categoria de pássaros ameaçados, a foto de Quan Min Li mostra um Íbis-do-japão em pleno voo. As fotos serão compiladas em uma livro também chamado "As Aves Mais Raras do Mundo".


Fotógrafos de todo o mundo participaram do concurso Os pássaros mais raros do mundo.
A ideia do concurso é chamar atenção para aves que correm risco de extinção.

Na categoria de aves migratórias sob grave ameaça, a vencedora foi esta foto de David Boyle, que mostra dois periquitos-de-ventre-laranja, da Tasmânia.

O objetivo do concurso era reunir o maior número de fotos das 566 espécies ameaçadas, de todas as partes do mundo.

Na mesma categoria, quem ficou em 2º lugar foi um brasileiro. Sávio Freire Bruno fotografou um pato-mergulhão, que corre risco de extinção, com seus filhotes.

O brasileiro Sávio Freire Brunofoi um dos premiados, na categoria "Extinto na natureza ou sob grave ameaça", com uma imagem de um pato-mergulhão.

Martin Hale ficou em 5º lugar na categoria de pássaros ameaçados com esta imagem de dois mergansos, espécie de patos mergulhadores que se alimentam exclusivamente de peixes.


Trovoada




Trovoada - Drymophila ferruginea
Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Aves
Sub Classe : Carinatae
Ordem: Passeriformes
Sub Ordem: Tyranni
Família: Thramnophilidae
Gênero: Drumophila
Espécie: D. ferruginea
Nome Popular: Trovoada, Ditúi
Distribuição
Da Bahia a Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Habitam sub-bosques de florestas primarias ou secundarias da Mata Atlântica.
Características
Ave de coloração preto e branco no na parte superior do dorso, em cima da cauda castanho e parte inferior do dorso de coloração marrom-ferrugíneo, assas pretas com pintas brancas, e cauda preta com ponta branca, faixa na partes superior e inferior do olho. Atinge 14 cm de comprimento.
Hábitos Alimentares
Alimentam-se de insetos.

http://riodejaneiroambiental.blogspot.com/


Imagem
[[Ficheiro:Drymophila ferruginea -Parque Estadual da Serra da Cantareira, Sao Paulo, Brasil-

Pintadinho


Pintadinho - Drymophila squamata
Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Aves
Sub Classe: Carinatae
Ordem: Passeriformes
Sub Ordem: Tyranni
Família: Thamnophilidae
Gênero: Drymophila
Espécie: D. squamata
Nome Popular: Pintadinho, Papa Formiga, Formigueiro Escamoso
Distribuição
De Alagoas a Santa Catarina.
Habitam matas de restingas e matas de tabuleiros.
Características
Mede 11 cm de comprimento. O macho possui coloração preta com parte superior com manchas brancas, possui duas faixas brancas nas asas e na cauda barrada de branco e preto , ventre branco com manchas pretas. A fêmea possui coloração com o mesmo padrão do macho só que marrom com amarelo-ferrugíneo.
Hábitos Alimentares
Alimentam-se de insetos.



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Imagem do google

Gavião Pombo Pequeno -



Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Aves
Sub Classe: Carinatae
Ordem: Falconiformes
Família: Accipitridae
Sub Família: Buteoninae
Gênero: Leucopternis
Espécie: L. lacernulatus
Nome Popular: Gavião Pombo Pequeno, Gavião Pomba
Distribuição
Endêmico da Mata Atlântica.
Habitam as florestas que acompanham a costa leste do litoral do Brasil.
Características
Aves de rapina de médio porte, mede de 42 a 49 cm de comprimento com envergadura de até 96 cm. Tem dorso e asas pretas, com tercíarias mosqueadas levemente de branco, enquanto a cabeça, a nuca, a região superior do dorso e toda a parte inferior são totalmente brancas. A base das retrizes é preta com uma pequena faixa terminal da mesma cor e o restante da cauda é branca.
Hábitos Alimentares
Alimentam-se de aranhas, pequenas cobras, roedores, pequenos mamíferos, lagartixas, aves e mocós.

Colaborador:
Luis A. Florit
http://w3.impa.br/~luis/photos


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Benedito de Testa Amarela




Imagem Afonso
Benedito de Testa Amarela - Melanerpes flavifrons
Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Aves
Sub Classe: Carinatae
Ordem: Piciformes
Família: Picidae
Sub Família: Picinae
Gênero: Melanerpes
Espécie: M. flavifrons
Nome Popular: Benedito de Testa Amarela
Distribuição
Ocorre da Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, sudoeste de Mato Grosso e Goiás.
Habitam matas, canaviais, pomares e palmais.
Características
Possui coloração da fronte e garganta amarelo-vivo, dorso e asas preto, nuca e vértice posterior vermelho, laterais do ventre barrados. Mede em torno de 19,5 cm de comprimento. É multicolor e muito barulhentos.
Hábitos Alimentares
Alimentam-se de larvas de insetos e de besouros, frutas e sementes.

Colaborador:
Luis A. Florit
http://w3.impa.br/~luis/photos


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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Choca Listrada - Thamnophilus palliatus


Choca Listrada - Thamnophilus palliatus
Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Aves
Sub Classe: Carinatae
Ordem: Passeriformes
Sub Ordem: Tyranni
Família: Thamnophilidae
Gênero: Thamnophilus
Espécie: T. palliatus
Nome Popular: Choca Listrada
Distribuição
Na Amazônia ao Para Maranhão e Piauí. Da Paraíba ao Rio de Janeiro.
Habitam bordas de florestas úmidas e de montanhas, áreas de reflorestamento, capoeiras e quintais.
Características
Pássaro que mede 16 cm de comprimento. Possui cabeça, garganta e ventre barrados de branco com preto, asas e cauda marrom-ferrugíneo, e no topo da cabeça um mancha preta para os machos e fêmeas com mancha castanha.
Hábitos Alimentares
Alimentam-se de insetos, sementes e pequenos frutos.

Colaborador:
Luis A. Florit
http://w3.impa.br/~luis/photos

Fonte
http://riodejaneiroambiental.blogspot.com/search/label/Aves

Juriti Gemedeira


Juriti Gemedeira - Leptotila rufaxilla
Taxonomia
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Super Classe: Tetrapoda
Classe: Aves
Sub Classe: Carinatae
Ordem: Columbiformes
Família: Columbidae
Sub Família: Columbinae
Gênero: Leptotila
Espécie: L. rufaxilla
Nome Popular: Juriti Gemedeira
Distribuição
Em grande parte do Brasil.
Habitam interiores de florestas.
Características
O macho dessa espécie apresenta o alto da cabeça cinza, a região em torno dos olhos avermelhada, a face dorsal do pescoço vermelho-púrpura e o restante do dorso pardo-oliva. O padrão da coloração propicia a camuflagem na cobertura de folhas secas no solo, onde se alimenta. Mede 27,5 cm de comprimento.
Hábitos Alimentares
Alimentam-se de sementes e pequenos frutos coletados no solo.


http://riodejaneiroambiental.blogspot.com/


Algumas pombas de médio porte recebem genericamente o nome de Juriti, Brasil afora; aqui mesmo no Paraná alguns se referem à avoante como Juriti, até mesmo as rolinhas “caldo de feijão” e as "estradeiras". São comuns em quase todo o Brasil, serviram e servem como alimento a sertanejos. Alimentam-se de sementes e de pequenos frutos. Tem um canto melancólico, que é possível ser ouvido de muita distância, principalmente de madrugada. É presença constante no folclore brasileiro e nas lendas indígenas.

http://trilhasaladas.blogspot.com/2

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Por que as aves cantam?



Por que as aves cantam?
por Luis Navas Cubero

Juiz de canários de Porte e Híbridos.


Os naturalistas recusam a idéia de que as aves cantam por causa de seu bom estado de ânimo. Torna-se difícil conciliar uma interpretação excessivamente sentimental do canto das aves. Ao cantar, uma ave está consumindo tempo e energia, que poderiam servir-lhe para procurar alimentos, ao mesmo tempo em que revelam sua presença aos predadores.
As aves teriam deixado de cantar faz muito tempo se o valor de sobrevivência desta manifestação sonora não ultrapassasse os perigos que estão dentro de si.
O canto é tão só um dos elementos no vocabulário das aves. Além disso, cada espécie possui seus próprios gritos: mais de uma dúzia de sons diferentes em muitas espécies, cada um com seu significado próprio.

Às vezes torna-se difícil estabelecer limites precisos entre o canto e o chamado. Mas o canto está relacionado principalmente com a defesa de um território ou com a atração de um companheiro, enquanto o objetivo dos chamados consiste em transmitir outros tipos de informação como, por exemplo, avisar da aproximação de um predador. Os cantos tendem a ser uns complicados arranjos de notas, emitidas de um modo rítmico, na maioria das vezes pelo macho. Os chamados costumam consistir em estrofes curtas de até quatro ou cinco notas, menos agradáveis, pelo menos ao ouvido humano.
Uma ave é capaz de comunicar muitos dados com os sons que articula; pode indicar sua espécie, sexo, identidade individual e inclusive sua condição. Pode desencadear excitação sexual, curiosidade, alarme ou temor em outra ave. Por meio destes sons pode também atrair para um acasalamento ou afugentar um rival. Além disso, pode transmitir informações: onde se encontram alimentos ou onde há um lugar para aninhar.
Também pode avisar aos demais sobre a presença de um predador. Mas, quando canta, a mensagem habitual que a ave transmite é a proclamação de seu território.

Ao iniciar-se a época da criação, existem dois instintos que dão forma à vida de muitas aves: o de estabelecer um território e o de procurar parelha. O canto, em seu caráter de idioma que transmite informação de uma ave a outra, possibilita ambos objetivos.

A maioria das espécies canoras pode distinguir-se umas das outras por seu canto e, aliás, isto constitui uma função vital do mesmo. Enquanto o canto de uma ave revela o sexo a que pertence (geralmente trata-se de machos); só cantam as fêmeas de algumas espécies, como a do pisco-de-peito-ruivo, Erithacus rubecula, já que ambos os sexos mantêm territórios no inverno. O canto se interpreta de modo diferente segundo o sexo. Assim, o mesmo som entoado pelas fêmeas solitárias, refuta os machos intrusos. Mas o canto de uma ave proporciona detalhes ainda mais sutis; mediante variações imperceptíveis na tonalidade, ritmo ou repertório, pode expressar também a identidade individual da ave. Os cantos territoriais são avisos de longo alcance de uma ave a outra. Devem ser fortes e claros para ter eficácia e, logo depois, o suficientemente intensos como para que sejam escutados além dos limites do território.
Como regra geral, quanto menos atraente é a plumagem de uma ave, mais sonoro é seu canto. As aves que vivem e procriam em terrenos com vegetação espessa tendem a cantar com mais força do que as que habitam em zonas abertas. Tendo em conta o tamanho da ave, o canto do carriça, Troglodytes troglodytes resulta incrivelmente penetrante; mas o carriça, Troglodytes troglodytes, que costuma defender um território de um hectare, tem que se fazer ouvir em concorrência com muitas outras aves que vivem nos matas densas.

O canto também deve ser o suficientemente persistente como para ter eficácia, e a isto se deve que as aves repitam suas frases de canto centenas de vezes ao dia. A escrevedeira-amarela, Emberiza citrinella repete seu estribilho uma e outra vez, desde que começa o dia até que anoitece; quiçá tenha "dito" o mesmo mais de mil vezes.
Numerosas espécies elegem poleiros de canto nos lugares elevados das árvores, para assegurar-se de que seu canto abrange a zona mais ampla possível. Outras adicionam um efeito visual a seu anúncio descrevendo trajetórias características no ar. Os cantos em vôo são especialmente característicos das aves terrestres que chocam em terrenos abertos e sem árvores.

É muito raro que as aves rivais recorram ao combate físico, pois o risco de produzir-se verdadeiras lesões é demasiado grande para que represente um modo prático de solucionar um problema. Em lugar disso, desenvolveram uns modos de comportamento com os que obtêm resultados sem expor-se a muitos perigos. Seus cantos territoriais, tais quais suas complicadas exibições ameaçantes, constituem batalhas de nervos e cada ave desafoga a tensão acumulada por meio dos impulsos contraditórios: o impulso à luta e o impulso à fuga. Um pisco-de-peito-ruivo, Erithacus rubecula que se introduz em território alheio tenta fazer o menor ruído possível. Se o proprietário o vê, o mais provável é do que lhe cante com uma especial intensidade.
Costuma fugir imediatamente até seu próprio território; se não é assim, apóiam o canto com posturas agressivas. A seguir pode ter perseguição e, se tudo falha, as aves chegam à luta.

A ave que canta em defesa de seu território presta um cuidadoso atendimento aos cantos das outras que defendem os seus. O pisco-de-peito-ruivo, Erithacus rubecula, por exemplo, detém-se entre cada frase de seu canto, permitindo assim que seus rivais "disputem". Mediante os "duelos" de canto que mantém com seus vizinhos, o ave conhece quem são, onde se encontram seus rivais, se há alguma probabilidade de que lhe molestem ou se pode ignorá-los calmamente.
O canto das aves está intimamente unido à estação em que se emite e, apesar de que algumas delas possam cantar em qualquer época do ano, nunca vociferam tanto como na primavera, quando estabelecem seus territórios. Ao aproximar-se o verão e entregar-se ao acasalamento e a construção de seus ninhos, à postura, à incubação e à criação de seus filhotes, os cantos de muitas espécies se tornam mais intermitentes ou apagados e inclusive cessam do todo. O canto primaveril surge como resposta às modificações que os hormônios provocam no organismo da ave, particularmente o aumento de tamanho dos seus órgãos reprodutores, que se deve ao maior número de horas de luz. No inverno, a maioria das aves emudece e, em general, a chuva e o mau tempo tendem a inibir o canto.
No ciclo diário, tal qual no estacional, a luz é o fator principal que influi no canto. A passagem da noite para o dia produz o mesmo efeito no canto que a passagem do inverno para o verão. São mais aves que cantam durante 20-40 minutos na duração do amanhecer do que as que o fazem durante qualquer momento do dia. Não é fácil alegar uma razão biológica para isso, ainda que exista alguma vantagem em que todas as aves cantem ao mesmo tempo, já que dessa maneira cada uma se inteira do que está sucedendo a seu arredor e onde se encontram seus rivais.

São muito poucas as espécies que cantam continuamente durante o dia; a maioria se apazigua depois da exuberância inicial do amanhecer e se apagam para o meio dia. Aparece um ressurgimento do canto ao entardecer e quase todas as espécies emudecem ao cair da noite. A ave que canta pela noite costuma fazê-lo pela mesma razão que a que canta durante o dia; o chamado da coruja-comum é uma expressão de sua própria identidade e uma citação com seu casal. Mais difícil resulta estabelecer o porquê os rouxinóis cantam tanto de noite como de dia.
As aves também empregam o que poderíamos denominar "avisos e chamados". A maioria das aves vive em perigo constante de ser abatidas por seus predadores. Não pode surpreender, por tanto, que em sua linguagem inclua um sistema de alarme sumamente eficaz contra os predadores. A primeira ave que detecta um perigo em potencial faz soar o alarme que põe sobreaviso a todas que possam ouvi-la.
O perigo pode proceder do ar ou do solo e muitas aves adotam gritos de alarme que distinguem ambas as ameaças. Os alarmes que chamam o atendimento sobre os predadores aéreos costumam ser breves e agudos e constituem um tipo de som difícil de localizar. As aves que ouvem este alarme se dispersam e se escondem. Mas o chamado de alarme, para se opor ao predador terrestre, contém pistas referentes às localizações da ave que o tem detectado e a do predador. Apesar de que o canto de cada espécie tem que ser muito diferente para que não surjam confusões, seus gritos de alarme são freqüentemente muito parecidos. A ave que primeiro detecta uma ave de rapina avisa não só às aves de sua espécie, como também a todas as demais que possam ouvi-la.
As aves geralmente herdam de seus progenitores um vocabulário completo de cantos e notas de chamadas. A papa-amoras-comum, Sylvia communis não precisa nenhuma aprendizagem; ainda que leve toda sua vida sem ouvir cantar uma outra, segue desenvolvendo seus cantos e gritos e cada um seria perfeito em tom, volume, ritmo e qualidade. Isto se demonstrou com experimentos nos quais se criava estas aves num isolamento a prova de sons.
Outras aves possuem a mesma habilidade inata para interpretar os cantos característicos de sua espécie à perfeição, salvo em alguns detalhes. Nestes casos, a aprendizagem completa a tarefa começada pelo instinto. As aves jovens quando estabelecem um território pela primeira vez, seu canto geralmente costuma ser incompleto; mas cedo o remedeiam ao imitar a outros machos que cantam a seu arredor. A aprendizagem por imitação é um dos grandes mistérios do comportamento das aves. Muitas delas incorporam ao seu canto notas de outras e inclusive sons produzidos por objetos inanimados.



Tradução: Juan José Valdone
Fonte do texto
http://www.sitiodocurio.com.br/
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Na natureza Onze pássaros recém-nascidos

Onze bicos famintos para alimentar… Não é à toa que a pequena mamãe parece cansada. Esses chapins-rabilongos recém-nascidos, alinhados num galho para o lanche, estão entre os sortudos.


Foto: Reprodução/Daily Mail

Eles têm uma boa casa numa reserva da RSPB, em Fairburn Ings, West Yorkshire, onde não permitirão que eles morram de fome.

Outros chapins-rabilongos não tiveram tanta sorte. Os pequenos pássaros sofreram com o longo e gélido inverno, seus números caíram em um quarto.

Eles perderam o posto na lista de espécies mais comuns na entidade Big Garden Birdwatch.

Um porta-voz da RSPB disse que “chapins-rabilongos, como outros passarinhos de porte pequeno, são particularmente suscetíveis ao frio, tendo que comer continuamente para se manterem vivos.”

A temporada de acasalamentos ainda não terminou e, como esses pássaros podem ter até 12 filhotes por vez, os funcionários do local estão ajudando-os, deixando sementes e amendoins em manjedouras e mesas.

Fonte: Daily Mail


http://www.anda.jor.br/

domingo, 23 de janeiro de 2011

canarios de canto


Respondendo a um leitor

Não é difícil, basta ter método e organização, com um pouco de paciência e obstinação pode-se conseguir um pássaro de bom canto; como queremos. Por oportuno, vamos citar também, revendo e atualizando, trechos do capítulo de nosso livro Criação de Curiós e Bicudos que diz respeito a esse assunto. A melhor forma de ensinar um pássaro a cantar é o método natural, ou seja, com o próprio pai. Essa é a lei da natureza. O pai canta, o filho ouve e aprende, para mais tarde assumir o seu lugar e papel. Nenhum deles nasce sabendo cantar, tem aprender com o pai e seus congêneres. Contudo, isto nem sempre é possível em ambientes domésticos pelos fatores descritos a seguir:
o pai canta feio ou tem defeito no canto;
a produção é em série e o pai só foi utilizado para fecundar o ovo;
o filhote é separado do ambiente do pai; e o ambiente do criadouro não favorece.
Recomenda-se, então, para aprimoramento do canto, o aprendizado via escuta de disco ou fitas gravadas, com pássaros de reconhecida qualidade de canto. Todas as fitas de boa qualidade são editadas, por isso, teoricamente, não se corre o risco de ensinar defeitos ou vícios nos cantos. O ensinamento do melhor canto é um processo que exige muitos cuidados e paciência do criador e deve iniciar-se o mais cedo possível. Lembrando-se que está provado que devemos concentrar nossos esforços quando o pássaro estiver ainda no ninho. Outra fase importante é quando ele começa a abrir o fogo para acasalar. Esses momentos são aqueles em que ele está mais propenso a aprender. Daí, devemos, se possível, retirar a fêmea com o filhote no ninho de locais onde ele possa escutar algum tipo de canto que não queremos que aprenda. Nesse novo local só tocaremos a gravação escolhida. Segundo estudiosos, se analisarmos as aves no estado selvagem, veremos que na época em que estão em bando dos 70 até 5/6 meses de idade não estão propensas a aprender nenhum canto. Estão em fase de muda, fora de seu habitat e até refratárias aos cantos e ruídos diferentes que estão escutando. Não podem aprender porque estariam alterando o dialeto de seu ecossistema, aquela frase musical que sua família ensinou ainda no ninho, bem como sabemos que o pai também não canta nessa época.. Tocando a gravação de forma excessiva e em momentos impróprios, dificultaremos o aprendizado. Isso, também, poderá inviabilizar totalmente que ele aprenda o canto desejado, então, todo cuidado deve ser tomado para não se causar rejeição ao pássaro.
Não se deve ensinar o canto para mais de um filhote de uma vez, notadamente depois que ele começa a ensaiar o canto. Quando há uma bateria de mestre muito grande pode-se, ao contrário, ensinar-se o canto para vários filhotes ao mesmo tempo, porque prevalecerá o dialeto da comunidade, o canto da suposta família.
Muita gente está adotando o sistema de caixa acústica fechadas hermeticamente onde não se escuta o som de fora, só aquele do canto escolhido. Este procedimento tem dado resultados positivos. Consiste num artefado de madeira com paredes duplas e isopor no meio, dois orifícios na parte debaixo para entrada de ar, dois orifícios na parte de cima para saída do ar. Na parte da frente colocar um vidro duplo transparente. Muito interessante, também para abrigar nesse local, a gaiola de qualquer pássaro, inclusive de galadores de má qualidade de canto. Como é muito difícil que tenhamos pássaros mestres de canto perfeito e completo, o melhor é que o aprendiz só escute o som do disco ou fita da melhor gravaçào possível. Assim, a probabilidade do aprendizado aumenta muito.
Todavia, nunca se tem a certeza se o pássaro irá aprender o canto ministrado. Às vezes, aprende só algumas partes. A título de informação, há ainda o fator “código genético”, influência da natureza que produz espécimens responsáveis pelo dialeto de sua família, e que nunca migrarão, só se forem forçados. Esse tipo de pássaro tendo escutado algum tipo de canto no ninho, nunca mais mudará uma nota sequer, é bom lembrar sempre disso.
Alguns criadores reclamam que os pássaros criados domesticamente tem apresentado uma voz deficiente e pouco natural. Acusam a continuada reprodução como culpada disso. O que não é verdade. Nós mesmos é que estamos causando essa falha. O som caminha a 300 metros por segundo. Em um ambiente fechado, notadamente onde haja acentuada reverberação por causa das paredes, do teto e do piso, as notas carregam sons umas das outras e ficam sibilando. O filhote aprendiz não entende a frase musical e começa a cantar musicado, com ressonância, com sons ininteligíveis e tudo quanto é impropriedade. É horrível, mesmo para nós, escutar um pássaro em locais muito reverberados. O pior é que justamente aqueles filhotes que aprenderam musicado seriam os melhores, porque tiveram a inteligência de representar aquilo que estavam ouvindo: um som reverberado e de difícil comprensão. Na natureza existe também os obstáculos para o som; árvores, rios e relevo o que faz aparecerem pássaros com canto metálico ou flauteado moderados. Qualquer pássaro, se for sadio, terá voz característica, pelo menos aquela natural de sua espécie ou subespécie, nem mais nem menos. Lógico que, quanto maior e mais forte mais capacidade mais força terá a ave para emitir o som. Não podemos, com certeza, dizer que os pássaros criados com o passar do tempo estão perdendo a voz. Estão aí centenas deles, campeões, a provar que isso não é verdade. Depende, especialmente, do cuidado que o criador tem com a questão da reverberação. .
Outro item importante é a escolha do material sonoro, o disco, de preferência CD, e a fita devem ser de boa qualidade, sob pena de produzirmos pássaros de também irão emitir cantos com um timbre artificial. Já vimos pássaros que reproduziam até o ruído arrastado emitido pela fita K7. Muito importante também é a qualidade dos materiais, especialmente os alto-falantes. Devem reproduzir sons médios e agudos. Bicudos, canários-da-terra e curiós cantam na frequência de 1500 a 7.000 hertz, o portamento, os harmônicos podem chegar até a 18.000 hertz. Portanto, devemos utilizar alto-falantes que abrangem essa faixa de frequência. Muito bom e de baixo preço é o “tweeter” WRT-95 da Leson. Ele reproduz de 1500 hertz a 20.000 hertz com muita fidelidade que abrange as frequências para o canto de curió; já para os bicudos é preciso alto falantes que inicie a emissão de sons a 400 hertz. Temos que ter o máximo cuidado com a escolha do local do alto-falante estará por causa do reverbe. Às vezes é melhor que estejam virados para o lado de fora da casa.
Outro recurso tecnológico importante, embora ainda não muito utilizado, é o “efeito stereo” . É utilizar-se da propriedade da emissão de sons dos dois canais separadamente. Enquanto o “left” canta o “right” espera e vice-versa. Esse procedimento permite que se utilize dois ou mais alto-falantes no mesmo equipamento o “canta responde” , isto é representar a natureza. O pai canta e o suposto rival da comunidade responde. Só que a gravação originalmente deve estar desse jeito. Uma boa forma é colocar um alto-falante perto, nesse o mestre não repetirá, só três cantos. Já no alto-falante que estiver mais longe o mestre canta com 6 cantos. O que o pássaro precisa aprender é o dialeto. Não pode haver, pela lógica, nenhum problema que ele escute dois ou mais pássaros ou gravações de pássaros diferentes que cantem de forma idêntica o mesmo canto.
Pode-se fazer isso com conjuntos de som diferentes mas ficaria muito mais dispendioso. Reproduza a natureza, o pai canta, o tio responde acolá, e outro parente responde lá longe e assim todos os congêneres perfazendo todo o ambiente. Essa forma, sem dúvida, é a melhor para ensinar o canto escolhido com mais segurança de sucesso.
O mesmo método adotado para filhotes pode ser usado pra se tentar ensinar ou retirar defeito no canto de pássaros adultos, principalmente alguns tipos de bicudos que por serem nômades mudam de dialeto com facilidade.
A existência de gravações está sendo o principal motivo do incremento das atividades dos criadores, porque possibilitou a todos o ensinamento dos melhores estilos, os cantos de campeões aos filhotes produzidos, socializando e permitindo a participação de todos que quiserem no processo.
Existem fitas que para tocá-las melhor utiliza-se o auto-reverse, que retorna tocando o verso e o anverso de forma continuada. Para o CD se deve usar a mesma técnica através da tecla repeat. O CD produz o melhor som e não se deteriora com facilidade. O volume do som produzido terá que se o mais próximo do natural possível e será como se fosse um pássaro cantando. É indispensável também, a utilização do temporizador timer, equipamento que tem a propriedade de desligar o som periodicamente. Tocar direto meia hora antes de clarear o dia até meia hora depois e da mesma forma antes do entardecer. Nos outros períodos diários o ideal seria 15 minutos tocando por 2 horas desligado. Existe no mercado timer com célula fotoelétrica que só liga quando há claridade.
Atentar para afastar os ninhos de pardal perto do criadouro, porque é muito comum os filhotes aprenderem trinados característicos desses pássaros. Observar vizinhos que detenham outros pássaros, principalmente o canário do reino que muito prejudica o aprendizado. Temos tido notícias, no entanto, que muitos filhotes tem aprendido a cantar o dialeto desejado em ambiente onde haja vários tipos de pássaros diferentes. Por uma questão de instinto ele selecionará e saberá distinguir qual é o canto que deve aprender. É bom não arriscar, todavia.
Como vimos, o pássaro de canto de qualidade tem que ser tratado com cuidado especial, não se pode deixá-lo duetar/disputar canto à vontade. Isso só pode ser feito se o outro tiver um canto igual ou muito parecido. Quando tivermos um pássaro bom de canto é salutar que se grave o respectivo canto e, através de um bom material sonoro, se toque sistematicamente o próprio canto para ajudar a fixar o dialeto.
E a repetição, de que adianta todo o trabalho exposto acima se o pássaro não é repetidor para bicudo e curió e se canta comprido para o canário-da-terra. . Se não repetir ou cantar comprido não vale a pena. Essa é outra questão muito complicada, é genético o filhote já carrega fatores hereditários que irão possibilitar essa característica. Não temos conhecimento, por enquanto, de nenhum estudo científico que possa comprovar qual o melhor método para se realizar a reprodução para obter-se pássaros repetidores. O que se sabe é que uma determinada fêmea gera filhotes repetidores com qualquer macho, ou vice-versa um determinado macho gera filhotes repetidores com qualquer fêmea. Ou um determinado casal gera filhotes com essa característica. Escolher um filhote de famílias de repetidores já é um bom caminho. No caso do curió, há criadores, como o Marcílio Picinini e muitos outros que estão há 20 anos cruzando repetidores com repetidores. Daí o caminho só pode ser adquirir pássaros de criadores que tem esse tipo de preocupação com seus reprodutores. Além de ser proibido, não se deve nem falar em pássaros silvestres, que além de não se saber a origem seria de se fazer inúmeros testes para se ter consciência que são de famílias de repetidores ou não. Seria uma perda enorme de tempo e de recursos. Ainda bem, esse fato tem ajudado bastante no desinteresse de especimens capturados. Como dissemos a grande verdade é que a busca do melhor canto tem incrementado a atividade de reprodução de pássaros de forma decisiva. Graças a essa particularidade, se pode sentir o trabalho de uma legião de aficionados objetivando produzir pássaros nacionais no afã de obter êxito no aprendizado do melhor canto em seus filhotes.


http://canariosdaterra.blogspot.com/

Reprodução dos Canários


Respondendo a um leitor



O canário da terra (Sicalis flaveola) é o pássaro canoro mais popular do Brasil, uma verdadeira paixão nacional. Ele se distribui por todo o País em muitas de suas formas. O mais comum é o que se estende do Nordeste até o Norte do Paraná. Embora tenha alta taxa de natalidade está extinto em certas regiões onde outrora era abundante.

Daí a necessidade premente de incrementarmos a sua reprodução doméstica. Precisamos poder efetivamente ajudar a sociedade a praticar, onde for necessário, a reintrodução na natureza. Com o canário é muito fácil executá-la, são inúmeros os exemplos.O repovoamento se dá em progressão geométrica, em poucos anos originários de 5 casais se tornam milhares se as condições ambientais forem boas. Precisamos, também, poder oferecer e atender a demanda dos criadores e dos mantenedores, sem que haja nenhum tipo de captura no ambiente natural. Com muita satisfação estamos sabendo que várias Universidades, tais como a de Botucatu, Lavras, e Viçosa estão se interessando em ajudar em projetos de desenvolvimento de criação do Canário da-Terra. Iniciou-se, também a implementação de criadores com objetivos comerciais, o que ótimo para combater o tráfico ilegal e gerar riquezas.

De outro lado, a Lei de Proteção à Fauna e a Lei de Crimes Ambientais estão aí e esta última é muito rigoroza com os infratores. Aqueles que quiserem um pássaro nativo nacional, terão que adquiri-lo de um criadouro legalizado. É o que diz a Lei e as Portarias do IBAMA, é assim o que a sociedade quer. E é isto que estamos fazendo e que temos que fazer, é a nossa obrigação como passarinheiros, porque, inclusive, queremos continuar convivendo com nossos pássaros.

É difícil criar os canários? Não, não é. O canário-da-terra, especialmente, é o pássaro brasileiro de mais fácil manejo. Come de tudo e se adapta com facilidade a qualquer tipo de ambiente. Suporta bem o frio e calor ocorrentes em todas a regiões do Brasil. Temos, contudo, se quisermos obter sucesso, que escolher um local adequado para que eles possam exercer a procriação. Esse local deve ser claro, arejado e sem correntes de vento. A temperatura ideal deve ficar na faixa de 20 a 35 graus Celsius e umidade relativa entre 40 e 60%. O sol não precisa ser direto, mas se puder ser, melhor. A melhor época para a reprodução no Centro Sul do Brasil é de novembro a maio, coincidente com o período chuvoso.

Pode-se criar em viveiros, mas pela dificuldade de todo o manejo, notadamente do controle do ambiente e da higiene é melhor criar-se em gaiolas.

Essas devem ser de puro arame, com medida de 60cm comprimentoX 30cm largura X35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora. No fundo ou bandeja colocar papel, tipo jornal para ser retirado todos os dias logo que o canária tomar banho, momento esse que se deve retirar a banheira para colocá-la no outro dia de manhã cedo.

O ninho (caixa tipo ninheira feita de madeira) tem as seguintes dimensões: 25cm comprimentoX 14 cm largura X 12 cm. altura, e tem que ser colocado pelo lado de fora da gaiola para não ocupar espaço. Terá uma tampa móvel e outra gradeada para o manuseio de filhotes e de ovos. O substrato - material para o canário confeccionar o ninho - deve ser o saco de estopa (usado para ensacar café) e cabelo de cavalo cortados a 15 cm. Colocar o material no fundo da gaiola que a fêmea, quando estiver na hora, carrega sozinha para a caixinha do ninho. O número de ovos de cada postura varia entre 4 e 6, e cada canária choca 4 vezes por ano, podendo tirar até 20 filhotes por temporada.

As canárias podem ficar bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tábua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acontecer. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ninho também aos treze dias de idade, pode ser separado da mae com 35 dias. Com 8 meses, ainda pardos, já poderão procriar. Possuimos uma fêmea que está com quase dez anos de idade e ainda cria perfeitamente. Dela já produzimos mais de 100 filhotes, é uma produtividade fantástica. As anilhas serão colocadas do 7O ao 10o dia, com anilha 3mm, bitola 3 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho, sem prejudicar ou causar abandono da fêmea.

A alimentação para as aves em processo de reprodução é a seguinte:

Alpiste 50%, painço amarelo 30%, senha 10% e niger 10%. Além disso, ministrar ração de codorna pura adicionando "proprionato de cálcio" à base de 1 grama por kilo de ração.

Numa vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia farinhada assim preparada: 5 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja,/ 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet (4 colheres de sopa para 1 kilo), / sal 2 gr. por quilo, / proprionato de cálcio 1 gr. por quilo, / pó de pedra 2 gr. por quilo. Após misturar tudo muito bem, coloque na hora de servir uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de "aminosol" para 4 colheres de farinhada. O promotor de crescimento deve ser utilizado quando se notar algum tipo de mortalidade nos filhotes. Os mais usados são o "100 PS", o "Nalit-Plus" e o "Fungibam". . Ministrar ainda na água de beber, que deve ser filtrada, um polivitamínico do tipo "Protovit" ou "Rovisol" ou "Orosol" 3 vezes por semana, ou todos os dias quando há filhotes até eles sairem do ninho.

Dar-se larvas, utilizando a chamada "praga da granja" é a melhor e tem mais digestibilidde, oferecer até o filhote sair do ninho. É bom, também, colocar à disposição das aves "farinha de ostra" batida com areia esterilizada e sal mineral (tipo aminomix). Não dar verdura de espécie alguma, provoca diarréia e ainda tem o perigo de agro-tóxico. Quando separar os filhotes das fêmeas é bom deixá-los juntos, a razão de 10/12 por unidade, até terminar a muda por volta de seis meses em um voador de 1m a 1.20ms, tipo esses que se usa para canários belgas.

Não adianta, porém, ter todo esse cuidado se não tivermos atenção especial com a higiene, tem-se que ter toda a precaução, principalmente com os fungos, o maior inimigo da criação. Cuidar bem dos poleiros, dos bebedouros, dos ninhos e de todos os utensílios utilizados. Armazenar os alimentos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena.

Utilizar um macho de excelente qualidade para 5 fêmeas. Nunca deixá-lo junto pois ele quase sempre prejudica o processo de reprodução. O melhor é colocá-lo para galar e imediatamente afastar da fêmea.

Quando não estiverem em processo de reprodução dar a mistura de grãos acima descrita e a ração de codorna adicionada meio a meio com milharina, somente.

O canário que canta metralha é muito valorizado o que ajuda a transação dos filhotes. Assim, é recomendável procurar-se um que já cante este dialeto para ensinar os filhos desde o ovo. Esse método facilita muito o aprendizado. Se não for possível utilizar fitas, podem ser as do Magnata, do Tito, do Professor e do Fantoche. De canto comum tem a do Casaca. Se o interesse for para a fibra, utilizar a fita do Manezinho e na reprodução machos com a característica de canto curto e que volte a cantar rapidamente em todos os poleiros da gaiola. Há ainda a disputa de canto da modalidade "canto livre" é aquele que canta em 5 minutos.

Outra forma de criação importante são as mutações, muito comum no canário-da-terra. Cada vez mais pessoas estão se dedicando a elas, desperta muito interesse porque é o inusitado, o diferente, cada qual consegue fixar mais uma cor do que a outra. São canários cujas penas tem um tom bem mais branco ou amarelo ou canela. É um fenômeno da própria natureza - o albinismo - que os criadores estão fixando através da incrementação do cruzamento entre pássaros com essas características.

Para fins exclusivamente domésticos, como também é comum nos bicudos e curiós, outro tipo de criação, é o cruzamento entre sub-espécies. Na natureza não se misturam porque vivem e regiões diversas, são morfologicamente diferentes, a linguagem é outra e a cor das penas notadamente das fêmeas são dispares. Embora, domesticamente quase não haja diferenças entre o aspecto, o comportamento e a alimentação, os mestiços tendem em pouco tempo a não apresentar diferenças morfológicas com os puros. Utiliza-se os de origem do nordeste brasileiro e os originários do Peru. O mais comum é cruzá-los com o canário de origem paulista/mineiro. O nordestino é mais amarelo e mais belo, mais forte e resistente à doenças. O peruano é maior, tem o canto mais cumprido - muitos cantam mais de um minuto sem parar - e tem tendência a cantar metralha geneticamente. Por isso é bem mais fácil ensinar os filhotes. Em Guariba SP há inúmeros deles cantando um metralha de altíssima qualidade. E que tem sido campeões nos torneis de metralha, como é o caso do "Magia", e "Tupamaro", e mais "Cheiene", "Magnífico" e "Carisma" de Antonio Michal 016-3512190 e "Sereno" José Furtado, "Cobra"do Aparecido Amoroso, Professor de Edilson Moretti, Tike de Nestor de Campinas e outros mais.

E a roda de Fibra, principalmente em São Paulo e no Sul de Minas esse tipo de torneio de canto está cada vez mais concorrido. Há rodas como a de Ribeirão Preto e região onde participam cerca de 200 canários, com tendência a aumentar. Quem sabe se conseguirá filhotes para a fibra do tipo dos campeoníssimos da Tieta e Professor de João Paulo Pinto e Kid Vale. e Magnata e Águia de Fogo de Antônio Lázaro Fernandes Lobo 012-3804150.

O canário é um pássaro barato e o números de sócios reprodutores está crescendo muito.

Todos só querem filhotes de campeões e está provado que os pássaros nascidos domésticamente são melhores que os seus irmãos selvagens. O canário não foge à regra, é fácil comprovar. Cruzando-se os melhores com os melhores conseguiremos verdadeiras máquinas de cantar.

Uma sugestão importante: para obter pássaros campeões só cruze canários de excelente qualidade porque através desse tipo de melhoramento genético vamos cada vez mais desestimular que as pessoas procurem pássaros de origem desconhecida.

De outro lado, a utilização de canários para combates tem provocado uma forte reação contrária da mídia. Não há, como dizer e convencer à sociedade que essa prática é correta. O Poder Público, através do IBAMA, tem sido bastante rigorozo com as pessoas que exercem esse tipo de ação.


Fonte do texto
http://canariosdaterra.blogspot.com/

Araras Azuis

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