sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Gravatazeiro






**Ameaçado de extinção**





gravatazeiro macho & fêmea
Alimentação

Na mata, o gravatazeiro sai em busca de alimento revirando a folhagem sobre o solo aqui e ali,sempre em busca de invertebrados como gafanhotos, grilos, pequenas aranhas e outros pequenos seres, que encontra também nas bromélias.
[gravatazeiro se alimentando]
gravatazeiro se alimentando
Reprodução

Os casais habitam sempre o mesmo território, que parece não exceder a pouco mais do que um ou dois hectares, estando separados entre si por 100m ou mais na mata. Seu período reprodutivo se dá entre outubro e dezembro, quando o casal constrói um ninho próximo ao solo.
[Ninho de gravatazeiro]
Ninho de gravatazeiro
Hábitos

Vive numa região de transição entre as florestas de montanha da Mata Atlântica e a caatinga, o que se conhece como mata de cipó.
[Habitat de gravatazeiro]
Habitat de gravatazeiro
Distribuição Geográfica





Endêmico do Brasil,é uma das aves mais ameaçadas do nosso país por existir numa restrita área de ocorrência e em número bastante reduzido.De tão raro, os relatos de avistamentos são muito importantes para o seu monitoramento.Sua presença foi descrita do sul de Igapó até Boa Nova (sul da Bahia), além da fazenda Santana, no nordeste de Minas Gerais. Entretanto o desmatamento de seu habitat é uma grave ameaça, uma vez que em Boa Nova só restam 2,6% das matas originais e não há nenhuma Unidade de Conservação na região.

Fonte texto e Imagem
http://www.wikiaves.com.br/gravatazeiro

Mockingbird


Porque é que sou um Mockingbird


Perante a enorme curiosidade suscitada pela ave (rara, na Europa), cá vai a explicação:

O Mockingbird, ou Mimus Polyglottos, também conhecido como o “rouxinol americano”, é um pássaro que predomina na América do Norte. O Mockingbird é um excelente cantor que tem a característica curiosa de imitar na perfeição o som de outros pássaros. “To Mock” é o verbo Inglês que significa zombar, chacotear, escarnecer, “rir-se de”. O Mockingbird é um cantor alto e persistente que canta todo o dia e frequentemente à noite e vai adicionando novos sons e reportórios ao seu canto, durante toda a sua vida. Goza a vida a cantar. Um pássaro feliz.


http://cantodojo.blogspot.com/2008/03/porque-que-sou-um-mockingbird.html

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Bengalim Japonês



Bengalim do Japão
O seu nome desvenda desde logo a sua origem, apesar da espécie original ser natural da China, Sri Lanka e da ilha de Java, foi desenvolvida depois de introduzida no Japão.Foram trazidos para a Europa por volta de 1860.O Lonchura doméstica, nome desta pequena ave, mais conhecido em Portugal como Begalim do Japão.O Bengalim do Japão é a ave exótica que mais criada é em cativeiro.
A origem do Bengalim do Japão:Originário da China, este pássaro é membro da família dos Estrildieos, e ao contrário de muitas aves, surgiu pela intervenção do homem.Foram no entanto criadores do Japão que através de seleções sucessivas que desenvolveram e fixaram esta raça, totalmente “criada” em cativeiro e resulta do cruzamento de diversas espécies do género Lonchura.O Louchura Striata (raríssima na atualidade) habitava as regiões da Índia, China Meridional, Taiwan, sendo encontrado desde o Sul até Sumatra.Algumas dúvidas persistem quanto ao ponto de origem e existem duas teorias dominantes: é o produto do cruzamento de várias espécies de aves silvestres do mesmo género Louchura; ou resulta da selecção a partir da espécie silvestre Louchura Striata.No início, faltava mais qualquer coisa ao Lonchura, tamanho.Através da hibridação com os parentes mais próximos, nomeadamente a Lonchura Maja, Lonchura Malacca e Lonchura Casteneotorax, conseguiu-se o tamanho tão desejado e que se mantêm atualmente.Quando foi trazido para a Europa por volta de 1860, o alemão Karl Russ alterou o nome de Bengalim para o nome atual: Japanische Movchen, que traduzido há letra é “ pequena gaivota japonesa”.Em meados do século XXI, iniciava-se a selecção de exemplares de uma só cor e de exemplares melánicos, com prioridade da cor de fundo branco, especialmente no ventre.Através da seleção, o Lonchura striata ganhou sua variedade doméstica, com aproximadamente com 11cm de tamanho.Assim, a espécie do Bengalim do Japão é uma espécie de origem totalmente doméstica.O bengalim do Japão ou Manon (Brasil) deriva de designação francesa, Moineau du Japon (Pardal do Japão), mas há quem o conheça também por Capuchino do Japão e na Inglaterra, o seu nome é Bengalese Finch.São por isso ótimas aves de estimação que podem estar em bando numa voadeira ou em gaiolas ou jaulas de criação.Como os outros tentilhões, não gostam particularmente de ser manuseados.Sem ele muitas espécies de exóticos praticamente não existiriam em cativeiro por uma razão muito especial: criam as suas crias, as de outras colocadas no sue ninho sem o menor preconceito ou rejeição.O Bengalim é a ama de excelência dos criadores de exóticos e maioritariamente responsável pelo seu sucesso.
Temperamento:Calmos e sociáveis, são escolhas de excelência para uma voadeira comunitária.Não devem partilhar o alojamento com aves conflituosas.Gostam de viver em grupo em vez de estarem em pares ou sozinhos.(aconselho o “isolamento” para procriação: ver mais em reprodução)
Reprodução:O Bengalim é assim de tudo, um projenitor perfeiro.O seu instinto é tão apurado, que fazem dele a ama de excelência.A maioria das aves exóticas necessita de amas para a reprodução, amas estas, escolhidas e introduzidas pelo homem e não por si.O comum Cuco, escolhe um ninho alheio para colocar o seu ovo, e o juvenil após nascer encarrega-se de "atirar borda fora", os ovos ou as crias já nascidas originárias daquele ninho e, são os pais destas que vão cria-lo como seu.Nas aves exóticas, deve-se a essencialmente dois motivos:A maioria delas é má progenitora devido ao "exílio" em cativeiro, ou porque abandonam os ovos em caso de inspecção do ninho.Com a utilização de bengalins como amas, estes problemas deixam de existir, pois apesar de ter sido "criada" em cativeiro, revela um enorme instinto procriador, alimentando quase que qualquer bico que lhe seja colocado no ninho.Outra caraterística dos Bengalins, é que muito dificilmente abandonarem o choco, por mais inspecções que sejam feitas ao ninho.A conjugação destas duas caraterísticas fazem do Bengalim do Japão uma ama de excelência, sendo escolhidos para "adotarem" os ovos e/ou crias de outros exóticos compatíveis.A sua resistência é enorme, ao ponto e se lhe for permitido criar durante um ano inteiro.Muitas aves gostam de estar em bando e em viveiros, o Bengalim também pode estar, mas as suas caraterísticas de excelente reprodutor, aconselham jaula a jaula, casal a casal.Utilizar esta regra, serve essencialmente para permitir efetuar cruzamentos seguros, de forma a obter os melhores resultados possíveis.O ninho é construído numa caixa de madeira fechada ou semiaberta, utilizando para a execução da construção do mesmo diversos materiais, como feno e fibra de coco.A fêmea põe entre cinco a sete ovos, que são chocados alternadamente por ambos os progenitores.O período de incubação varias entre os 13 e 18 dias.As crias abandonam o ninho após cerca de 21 dias.Às seis semanas de crescimento as crias devem ser separadas dos pais, momento aproximado em que a femêa inicia nova postura.Os juvenis tem tendência a frequentar o ninho, e com a sua presença arriscamos a hipotecar os novos descendentes.
Gaiola: Desde (40 x30 x 30 cm).Ninho: Caixa de Madeira (cerca de 15 x 10 x 10 cm) com um furo na frente.Material: pedaços de fibra de coco, feno ou folhas de palmeira.
Dica: Não se devem ter vários casais num mesmo viveiro, pois estes vão todos para o mesmo ninho acabando por matar as crias.
Alimentação:O Bengalim não é menos exigente se comparado com outras aves exóticas.A principal diferença consiste na sua extraordinária capacidade de resistência.Devemos, para além da mistura para exóticos, oferecer aveia descascada, milho painço, senha.Regularmente, uma vez por semana, deve-se dar verduras como: chicória, agrião, dente-de-leão e espinafres, e fruta, maçã ou banana, entre outros.Um suplemento proteico, que normalmente será sob a forma de papa e colocar sempre à disposição grit e cálcio para fornecimento de sais minerais.A água do bebedouro deve ser trocada diariamente.
Distinção entre sexos:O macho e a fêmea são idênticos visualmente e a única forma de distinguir o sexo sem recorrer a análises de ADN é através do comportamento das aves.O macho canta e exibe rituais de corte.A fêmea também canta, mas num tom mais grave.A diferenciação dos sexos é possível pelo comportamento ou sexagem por ADN.O Bengalim é uma ave sem dimorfismo sexual, não sendo possível visualmente pela cor apresentada na plumagem identificar quem é quem.Os machos podem ser detetados pelos seus comportamentos de corte com pequenos saltos e trinados curtos, comportamentos territorialistas e encetar rituais de sedução, é o macho.
Dica:Coloque a ave numa gaiola individual.Passados uns dias coloque lá outro bengalim.Se o bengalim que estava na gaiola cantar atrás do bengalim recém inserido, efectuando o ritual de acasalamento, é porque estamos na presença de um macho, caso contrário é uma fêmea.
Aparência e Variedades:O Bengalim do Japão é uma ave de porte pequeno, medindo entre 11 a 12 cm.Atualmente e resultando de novos cruzamentos, alcançou-se um grande leque de colorações: chocolate e branco; creme e branco e totalmente brancoExistem também outras combinações - preto e castanho; malhado; preto e cinzento; castanho e castanho avermelhado – mutações tricolores ou de cor sólida.Existindo também aves com poupa e frisadas.
Alojamento:O Bengalim do Japão é uma ave que se adapta bastante bem a gaiolas ou voadeiras.Não necessita de vegetação para apoio ou porteção, quer nas gaiolas, jaulas de criação ou voadeirasResistentes, podem passar o Inverno ao ar livre, sem que necessitem de aquecimento.Como a maioria das aves, não deve estar exposto a correntes de ar e uma zona abrigada na voadeira é fundamental.O Bengalim do Japão aproveita e maximiza cada centímetro do seu espaço, podendo ser oferecido também, baloiços e poleiros diversos, sendo que, necessitam assim de um espaço mais cumprido do que alto.Não rejeitam a possibilidade de um bom banho, e quando possível deverá colocar uma banheira para que tal aconteça.Tomar banho é das atividades que mais gosta.
Exposições:Dificilmente existirá nos dias de hoje, exposição ou campeonato onde o Bengalim não marque presença.
Mérito:O Bengalim do Japão, nascido em "berço" humano, alcançou por mérito próprio uma distinção entre os seus pares e outras aves, por direito próprio.
Nome Cientifico: Lonchura Domestica
Esperança de Vida: 7
Plumagem: 21 dias

Artigo: Gonçalo Rocha Santos
Imagem do google

Íbis Brancos


Mercúrio leva a comportamentos homossexuais em aves


Íbis branco revelou comportamentos homossexuais.
Íbis branco revelou comportamentos homossexuais.
Um estudo que teve início com outro objectivo – descobrir por que as aves se reproduzem menos quando há mercúrio na sua alimentação –, acabou por revelar resultados surpreendentes aos investigadores. A contaminação desse elemento químico afectou o comportamento dos íbis brancos tornando-os homossexuais, segundo cientistas da Flórida (EUA) e do Sri Lanka. A investigação foi publicada na revista «Proceedings of the Royal Society B».

A equipe já sabia que o mercúrio pode reduzir os níveis de testosterona (hormona masculina), mas não esperavam que tal acontecesse. O estudo explica que a contaminação pode derivar da queima de carvão e de lixo, para além das minas – especialmente comum em regiões pantanosas.
Os íbis brancos foram alimentados com fármacos que continham a mesma concentração de mercúrio encontrada em camarões e lagostins que servem de alimento para estas aves em pântanos.

Quanto mais alta a dose de mercúrio, maior era a probabilidade de um íbis macho acasalar com outro macho. De acordo com os cientistas, o estudo prova que a substância pode reduzir drasticamente a reprodução dos pássaros e possivelmente de outros animais.

Os investigadores adiantam que ainda não sabem exactamente como é que o mecanismo se processa no organismo das aves, apenas que o mercúrio altera os sinais hormonais, o que poderia ter um impacto directo no comportamento sexual. Além disso, os machos contaminados com taxas mais altas de mercúrio realizavam menos rituais de acasalamento, o que tornava mais provável que eles fossem ignorados pelas fêmeas.

Os habitats pantanosos, como o Parque Nacional de Everglades, na Flórida, onde vivem essas aves, são especialmente vulneráveis à contaminação da substância. Bactérias encontradas na lama grossa e com pouco oxigénio alteram quimicamente o mercúrio, criando uma forma mais tóxica: o mercúrio metilado.

Actua como uma espécie de impostor biológico, imitando as hormonas responsáveis pelos sinais químicos naturais do corpo. Alguns desses sinais são importantes no comportamento sexual e podem estimular um animal a copular.


Texto e Imagem
http://www.cienciahoje.pt/

domingo, 5 de dezembro de 2010

Clube das Aves Raras


A vantagem de se vir deslocada da terrinha para a cidade, numa rota migratória que se repete todos os anos, mais semanal para uns, mais entre estações para outros, é encontrar outras aves com as quais nos identificamos. Partilhamos o mesmo habitat académico mas as espécies migratórias são variadas, uns patos, umas rolas, uns pombos, umas andorinhas, umas aves de rapina. E neste desfile de penas e de garras, natural é que os bichos se agrupem por espécies. E é assim, em todo o mundo: patos com patos, pombos com pombos, rolas com rolas. Uns dormem assentes num pé, outros dormem com o pescoço virado para trás, há quem chilreie, quem grasne, quem gorgoleje, cacareje, trine, grojeie, crucite, gralhe, grite, pie, rulha, cante, glotere, parle, guinche, estridule! Quem se pavoneie, se sacuda, se cate, se bique, se roce. Uns em grandes voos a céu aberto, outros aos saltinhos miúdos, uns a bicar pedrinhas, outros a bicarem-se uns aos outros. Uns tucanos exóticos, uns zelosos pelicanos, araras mais coloridas, mochos velhos, corujas sábias, de tudo.
Fora desta classificação, fui encontrando por aí umas aves raras. Não as via particularmente encaixadas em nenhuma destas sociedades, embora sejam umas mais sociais que outras, muito ao estilo ave rara migratória, de andar por aí meia vadia a pavonear as penas aberrantes. É uma ave difícil, mas só uma santa raridade para penetrar nestas sub-sociedades, também. E formamos, agora, uma espécie de clube. Mas uma coisa muito tu-cá-tu-lá, qua-qua, de nos irmos catando aos pares, que não há ave que nos cate melhor as penas que aquelas com penas igualmente atípicas. Fugimos todos os dias à sentença de Darwin, que não temos propriamente as características mais propícias à sobrevivência e temos os nossos caprichos alimentares. Não nos serve qualquer grão! Quanto a isso, como diz o mocho mais deliciosamente difícil de aturar que conheço, é a sentença de carregar um cérebro que anda a mil à hora!
E para ti, que te dizes ofendido quando te agradeço por me catares mais uma vez, esta asa está sempre aqui!


Texto e Imagens
http://sapatositalianoseperfumefrances.blogspot.com/

Araras Azuis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...