quinta-feira, 20 de abril de 2017

Aves Migratórias no Pantanal





A maioria dos brasileiros conhece ou pelo menos já ouviu falar do tuiuiú, ave símbolo do Pantanal, muito presente nas planícies alagáveis e lagoas da região.  Mas certamente pouca gente já ouviu falar da coscoroba. O tuiuiú e a coscoroba são algumas das espécies que integram a publicação Aves Migratórias no Pantanal.

Editada pelo WWF-Brasil com o apoio do WWF-Canadá, a publicação apresenta uma lista de espécies, com belas fotos, informações sobre o seu habitat, ocorrência e características.  É um guia para quem quer conhecer a riqueza das aves do Pantanal.
A publicação é o resultado de um estudo denominado Distribuição de Aves Limícolas Neárticas e outras Espécies Aquáticas do Pantanal realizado em 1996 pelos pesquisadores brasileiros Paulo Antas e Inês Serrano, em parceira com os canadenses Richard Guy Morrison e R. Ken Ross. Os pesquisadores fizeram um registro das aves encontradas nas salinas, alagados, planícies e planaltos do Pantanal.

Entre as espécies estudadas, está a coscoroba que, embora de nome um pouco estranho, é uma ave bela e graciosa que em muito lembra um cisne. Outros pássaros de nomes curiosos como o trinta-reis-anão, socó-boi, cabeça seca e curicaca também integram o guia.
Em razão da importância do trabalho dos pesquisadores, o WWF-Brasil –instituição que atua com projetos de conservação na região desde 1998 por meio do programa Pantanal para Sempre – decidiu apoiar a sua publicação, tornando-a acessível ao público.

                                                       Uma pausa para o descanso


Também conhecido como Reino das Águas – com grandes áreas alagadas durante quase todo o período das chuvas – o Pantanal possui uma rica biodiversidade de animais e plantas, sendo 656 só de espécies de pássaros.
Devido às características ambientais e localização geográfica, o Pantanal está na rota de aves migratórias que encontram na região as condições ideais para viver e se reproduzir. Por isso, é um dos melhores lugares para a observação de pássaros no Brasil.


http://www.wwf.org.br/informacoes/?uNewsID=16580
Imagens do google

sexta-feira, 7 de abril de 2017

AVES SILVESTRES CARDEAL (Paroaria coronata)



O cardeal não necessita de maiores apresentações, tendo em vista que é habitante comum do sul e sudoeste do Rio Grande do Sul, sendo famoso pela plumagem do "babador" e cabeça de um vermelho vivo, coroada com uma crista bem definida e brilhante. Estas cores contrastam com as partes inferiores e "colar" brancos e com o dorso cinzento, o que faz dele um pássaro fácil de ser visto e identificado. Quando imaturo, a cabeça é de cor laranja-amarronzada, em vez de vermelha. O cardeal vive em campos abertos com árvores. Poucas fazendas, dentro de sua área de distribuição, estão sem, ao menos, uma família destes cantores alegre.

http://culturaecienciadobrasil.blogspot.com.br/2009/02/aves-silvestres-do-rs-parte-ix.html

segunda-feira, 20 de março de 2017

GLOSSARIO ORNITOLOGICO

GLOSSARIO ORNITOLOGICO
Este glossário com termos ornitológicos encontra-se em constante atualização

ALELOS –
                 Genes em que se designam os caracteres.

AMOSAICADO - Canário nevado com tendência a apresentar marcação de mosaico.

ANEL - Abraçadeira inviolável para controle de criação, o mesmo que anilha.

ANILHA - Abraçadeira inviolável para controle de criação, o mesmo que anel.

AUTOSSOMAL - Mutação independente do sexo dos indivíduos do casal.

AVE PRONTA - Ave apta para iniciar o período de reprodução.

BARBAS - Os filamentos localizados de um e de outro lado do raque das penas.

BÁRBULAS - Cada um dos pequenos filamentos laterais das barbas das penas.

BASTÕES - Localização das melaninas negra e marrom na plumagem do canário.

CANÁRIO BORRADO – Canário com manchas pretas nos lipocrómicos e manchas brancas nos melânicos.

CANÁRIO COM FATOR – Canários com lipocromo vermelho.

CANÁRIO NORMAL – Denominação dada ao canário clássico.

CANÁRIO SIMÉTRICO – Canário malhado possuidor de desenhos simétricos de vários padrões.

CAROTENO - Pigmento de cor laranja ou vermelha.

CAROTENOIDES - Grupo de pigmentos solúveis em gordura, semelhante ao caroteno, tais pigmentos tem sua cor variando do amarelo ao vermelho.

CATEGORIA - Forma pela qual o lipocromo é distribuído na plumagem.

CLOACA - Orifício comum à reprodução e eliminação de fezes, urina e ovos.

CONSANGUINIDADE - Parentesco de sangue.

COR DE FUNDO - Termo utilizado para descrever a presença ou ausência de lipocromo

CROMOSSOMAS - Filamentos encontrados nas células, que carregam os genes, responsáveis pelas informações genéticas de um ser vivo.

CROSSING-OVER – processo da meiose onde os cromossomas se dividem entre si.

DESPIGMENTAÇÃO - Ausência de pequena proporção de certo pigmento.

DILUIÇÃO - Forma pela quais as melaninas se apresentam em sua intensidade mínima.

DIMORFISMO SEXUAL - São as diferenças entre machos e fêmeas, visualizadas com uma simples observação dos pássaros.

DOMINANTE - Pássaro de caracteres dominantes às demais cores de fundo.

DORSO - Parte posterior das costas.

ENVOLTURA - Define as melaninas dispersas na plumagem do canário, que não estão presentes nos bastões e estrias.

ENZIMAS - São catalisadores de natureza protéica produzida por células vivas.

EPISTÁCIA - Fenômeno pelo qual, um par de genes impõem suas características, inibindo as características de outros.

ESPÉCIE – Conjunto de indivíduos semelhantes no aspecto morfológico, capazes de se
reproduzir, gerando descendentes férteis

ESTRIAS - Localização das melaninas negra e marrom na plumagem do canário.

EUMELANINA - Coloração negra ou marrom que se deposita na plumagem, formando os desenhos (estrias).

EUMELANINA MARROM - Pigmento marrom no centro das penas.

EUMELANINA NEGRA - Pigmento preto no centro das penas.

FATOR - Elemento que concorre para o resultado de uma mutação.

FATOR AZUL – Grande inibidor de feomelanina sendo o principal responsável pelo brilho dos canários.

FATOR LETAL - Os fatores intenso e branco dominante acasalados entre si, morte de 25% dos embriões.

FAUNA SILVESTRE EXÓTICA - Conjunto de espécies animais silvestres introduzidas em uma área onde não existem naturalmente.

FAUNA SILVESTRE NATIVA - Conjunto de espécies silvestres que ocorrem naturalmente em determinada área.

FENÓTIPO - características genéticas observadas externamente em um canário

FEOMELANINA - Pigmento marrom que se depositas nas extremidades das penas

FLANCO - Cada uma das duas regiões abdominais, direita e esquerda.

GENES - Uma parte de um cromossoma que resulta em certa característica.

GENÓTIPO - Conjunto de genes que contém a informação genética completa para se construir um individuo.

HABITAT - Lugar natural onde um organismo vive.

HARMONIA - Pontuação atribuída aos quartetos, pelo mínimo de diferenças entre os pássaros.

HETEROZIGOTO - Chamamos ao pássaro totalmente portador de alguma mutação não puro.

HIBRIDAÇÃO - É a introdução de um gene de uma espécie, em outra, através de
cruzamentos entre aves diferentes.

HÍBRIDO - Pássaro resultante do cruzamento de espécies distintas. Um exemplo é
o cruzamento do canário com o Cardenalito da Venezuela para obtenção do fator vermelho.

HOMOZIGOTO - Pássaro de genes alelos idênticos, pássaro que não porta nenhuma mutação totalmente puro.

INO - Terminologia aos canários albinos, lutinos e rubinos (canários com olhos vermelho, sem eumelanina negra).

INTENSO - Denominação ao canário com lipocromo amarelo ou vermelho, atingindo toda a extensão das penas.

LINHA CLARA – Grupo de canários lipocrómicos caracterizada pela ausência total de melanina.

LINHA ESCURA – Grupo de canários melânicos caracterizada pela presença de melaninas.

LINHAGEM - Conjunto de pássaros com consanguinidade controlada.

LIPOCRÓMICO - Todo exemplar que tenha a subplumagem branca. Para conferir, devemos soprar e observar a parte das penas próximo a pele.

LIPOCROMO - Define a cor amarela ou vermelha dos canários

LIPOCROMO DOURADO - Lipocromo indesejado, na qual a cor amarela aparece como gema de ovo.

LIPOCROMO LAVRADO - Lipocromo indesejado, na qual a cor amarela aparece muito diluída e fosca.

LUTINOS - Canários amarelos de olhos vermelhos.

MELÂNICO CLASSICO – Cor básica da linha escura.

MELÂNICOS – Todo exemplar de subplumagem negra, podendo variar desde o bege claro até ao negro, passando por várias tonalidades de marrom.

MELÂNICOS ADJUNTOS – Exemplares que apresentam alguma mutação.

MOSAICO - É um canário com Dimorfismo sexual onde o depósito de lipocromo é restrito em áreas específicas da plumagem; máscara facial, ombros, uropígio e peito, fêmeas e machos são julgados separadamente.

MOSAIQUISMO - Região de localização de lipocromo nos canários mosaicos

MUDA - Época obrigatória de renovação de plumagem.

MUTAÇÃO - Constituição hereditária com aparecimento de caráter inexistente nas gerações anteriores, pode ser ligada ao sexo ou autossomais.

NEVADO - Lipocromo apenas na metade da pena

NÉVOA OU NEVADISMO - Parte branca, da extremidade das penas, dos canários nevados.

OVO CHEIO - Ovo fecundado

OVO CLARO - Ovo que não foi fecundado

OVOSCOPIA - Ato de examinar ovos em fecundação (sétimo dia) para verificar se estão fecundados.

OXIDAÇÃO - Forma pela quais as melaninas se apresentam em sua intensidade máxima

PASSE-PARTOUT – Canário verde portador de todas as mutações.

PENUGEM - Primeiras penas que surgem num pássaro.

PIGMENTAÇÃO - Coloração através de substâncias.

PINTO - Canário sem origem definida.

PIO - O mesmo que pinto

QUISTOS - Pela impossibilidade da pena romper a pele e atingir seu desenvolvimento, fazendo com que ela e algumas vizinhas fiquem abaixo da pele, formações de bolas (caroços).

RECESSIVO - É o fator responsável pela ausência absoluta de carotenóide com inibição total do depósito de lipocromo

REMIGES - Penas grandes das asas.

RETRIZES - Penas grandes da cauda.

ROLLER – Diz-se do Canário Harz, de canto melodioso clássico, originário da Alemanha, este canário tem canto mais baixo que os demais, tendo como único item para concurso, o canto.

RUBINOS - Canários de plumagem e olhos vermelhos.

SCHIMELL - Manifestação indesejável de nevadismo em algumas regiões da plumagem dos canários. Característica essa que apresenta desvantagem para efeito de concurso.

SEXO-LIGADA - Denominação à transmissão de uma mutação no cromossoma "X", só o macho porta.

SIRINGE - Órgão interno do pássaro responsável pelo canto.

SUBPLUMAGEM - São as penugens constituídas de penas finas, sedosas, rachões mole e barbas soltas.

TETRIZES - Penas que recobrem todo o corpo do canário.

TIPO - Avaliação da quantidade de melanina no canário. Subdivide-se em Eumelanina e Feomelanina (estrias, bico, pés e unhas)

UROPÍGIO - Região do corpo do pássaro, localizado junto à cauda, onde estão localizados o par de glândulas uropígias.

VARIEDADE – Termo usado na planilha




PS: - Tirado do Blogue do Sr. Armindo Tavares

Fonte:http://tsilva-canariosapm.blogspot.com.br/
Imagem do google

Ema













Nome Científico: Rhea americana
Família: Rheidae
Ordem: Struthioniformes
Distribuição: A família Rheidae é endêmica da América do Sul. A Ema é avistada, portanto, no Sul do Pará, Nordeste (em direção ao Maranhão), Vale do São Francisco, Sul e Centro-Oeste do Brasil. Nos países vizinhos é encontrada no Paraguai, Bolívia, Argentina e Uruguai.
Habitat: Campos, pampas, plantações, cerrados, savanas de cupins e varjões com buritirana, no Sudeste do Pará. Também é avistada em campos litorâneos, próximo à orla marítima.
Alimentação: Onívora, alimenta-se de folhas verdes, frutos e sementes, além de insetos e pequenos invertebrados. Uma curiosidade: costuma ingerir pedrinhas para ajudar na trituração dos alimentos.
Reprodução: Em geral o ninho é feito no chão. Ele é compartilhado por todas as fêmeas do macho (o número pode variar entre 2 e 12 emas). O número de ovos, em geral, fica entre 10 e 12 unidades a cada ninhada. O pai é quem cuida dos ovos, que eclodem todos de uma vez. A partir daí, a tarefa de cuidar dos filhotes é dividida entre os casais. Mas ao macho fica destinada a tarefa da proteção (sobretudo em função dos ataques de lagartos).
Maior ave das Américas - chega a medir entre 1,34 e 1,70 metros, e a pesar de 34,4 kg (macho) a 32 kg (a fêmea) - a Ema é um animal extremamente campestre, que vive em grandes grupos familiares (que podem ter de 6 a 60 indivíduos).



Mas por conta da perda de seu habitat (para culturas de soja, trigo e milho) e também devido à caça, ela teve um forte declínio de sua população em três regiões do Brasil: Nordeste, Sudeste e Sul. Felizmente, no Centro-Oeste e no Pantanal, a ema convive bem com os fazendeiros de gado (uma vez que limpa o pasto de pragas).
Na natureza essa ave pode atravessar rios a nado quando perseguida ou mesmo correr a 60 km/h em ziguezague. Apesar desse comportamento arredio, costuma ser criada facilmente em cativeiro.
A exemplo das Seriemas, têm plumagem mimética (quando sua cor adquire a configuração do meio em que vivem). Os machos se diferenciam por ter a base do pescoço, o peito anterior e a parte mediana do dorso anterior nas cores negras.


http://animal-planet-brasil.blogspot.com.br/2010/07/ema.html

Araras Azuis

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