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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Águia Das Filipinas



A maior águia das Filipinas sob ameaças, menos de 250 águias das Filipinas sobrevivem na natureza. Essas aves de rapina estão ameaçadas pela perda de seu hábitat, caça, captura para o comércio e atividade militar. Vivem em florestas tropiais em apenas quatro ilhas das Filipinas: Mindanao, Luzon, Samar e Leyte. A propagação do desmatamento já destruiu quase toda a floresta tropical das terras baixas. A maior parte das águias que ainda restam sobrevivem em remotas florestas de montanha.
Em certa época, cerca de 94% das Filipinas estavam cobertas por gigantescas floresta tropical. Mas no século XX, o País tornou-se o principal exportador asiático de madeira tropical. O corte indiscriminado de árvores de desmatamento não controlado para abrir terreno destinado à atividade mineira e à agricultura, eliminou mais de dois terços da floresta em apenas 50 anos. O efeito sobre a águia das Filipinas (pithecophaga jeffferyi) foi imediato e devastador. Seus números baixaram de aproximadamente 6 mil no início dos anos 80 para apenas algumas centenas nos anos 90, com um punhado de casais de águias nas ilhas de Samar e Leyte.
O desmatamento é mortal para a águia das Filipinas porque ela necessita de um grande território. As aves voam grandes distâncias para caçar animais de médio e grande porte, e pequenas áreas de floresta não têm presas suficientes para satisfazer esses majestosos predadores.




Além disso, a espécie se reproduz muito lentamente para poder impedir o declínio populacional. As águias adultas demoram 2 anos para criar uma única cria, que só atinge a maturidade sexual ao fim de outros 5 anos. Durante a nidificação, as águias adultas ficam muito vulneráveis a ataques de trabalhadores e de agricultores. Em algumas áreas restam tão poucas águias que as que ainda sobrevivem correm uma grande risco de realizarem cruzamento entre parentes próximos.Apesar de serem protegidas pela legislação filipina e internacional, a águia das filipinas continua a ser alvo de ameaças. É alvejadas como troféu de caça, e os aldeões roubam as águias jovem dos ninhos para treina-las como animais de estimação. Embora a captura de águias das filipinas seja punida, jardins zoológicos estrangeiros estão dispostos a pagar grandes somas para adquirí-las. Em 2000, o exército filipino lançou uma forte ataque militar contra rebeldes mulçulmano na região de florestas do Monte Apo, em Mindanao (um dos redudos da águia das filipinas). À área foi sujeita a fortes bombardeios aéreos e ofensivas terrestres que causaram enormes danos e perturbações às águias.






Confrontando com crescente preocupações globais, o Serviço Filipino de Parques e Vida Selvagem destacou guardas para patrulhar o hábitat da águia. As organizações de conservação sediada na América do Norte e Europa começaram a doar fundos para apoiar esquemas de reflorestamento e desenvolver programas de educação em escolas e aldeias. Já existem muitos habitantes locais interessados pela proteção das "suas" águias, que são consideradas sagradas por muitas comunidades ativas. Os nativos chamam a águia das Filipinas de "HARANG IBON", rainha das aves.Sendo um dos países mais pobre e densamente povoados do mundo, as Filipinas se encontram sob imensa pressão para explorar os seus recursos naturais. A produção de madeira e a atividade mineira geram muitas divisas estrangeiras para o governo, mas essas atividades aniquilam as florestas tropicais, das quais a águia das Filipinas dependem. Nos anos 80, milhares de pessoas abandonaram as cidades e se instalaram ilegalmente nas terras altas, usando a tácnica de queimadas para destruir grandes áreas de florestas e iniciar plantações.
Criada por biólogos em 1975, a Philippine Eagle Foundation (PEF), dedica-se a salvar a ave mais espetacular do arquipélago. Sua missão é usar o exemplo dessa águia para desenvolver uma maior conciência ambiental e promover a preservação das florestas do País para o futuro.Um das prioridades da PEF tem sido estabelecer uma população cativa de águia-das-Filipinas para evitar que a espécie se torne extinta. Em 1992, a primeira águia das Filipinas criada em cativeiro eclodiu no centro de pesquisas. Para a cria de águia fêmea foi dado o nome de "PAG-ASA", que significa: "esperança". Hoje o pessoal do centro cuida de 15 águias e esperam um dia poder libertar algumas na natureza.
Muitas informações necessária sobre o bem-estar da floresta tropical, qua ainda existe nas Filipinas, estão começando a vir à tona graças a uma operação de pesquisa internacional coordenada pela PEF. Equipes de cientistas estudam os hábitat da floresta, vigiam os territórios habitados pelas águias e monitoram os ninhos de águias ativas. As recompensas monetárias de mil pesos filipinos incentivam as populações locais a cuidar das aves. O pessoal da fundação ensina à comunidade métodos de cultivo alternativos da terra que recorrem a queimadas. Com a ajudar da população, é possível que a águia das Filipinas sobreviva.





http://deoolhonanet.blogspot.com/search/label/Aves.

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