quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ave Noturna


Ave Noturna
(Raimundo Fagner-Cacá Diegues)

Nenhuma ave noturna tão triste não pode ser
Eu sou igual ao deserto onde ninguém quer viver
Eu sou a pedra de ponta areia quente nos dedos
Eu sou chocalho de cobra incêndio no arvoredo
Eu sou vereda de espinhos seca flor no juazeiro
Fogueira do meio dia eu sou o tiro certeiro
Nenhuma ave deserta noturna não pode ser

Ave Noturna por Marcos Duarte.


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