O tempo Vida !

O tempo Vida !
Não se troca um amor velho por um amor novo.Banners original do blog
PageRank
"É preciso quebrar a concha para conseguir a pérola".





sábado, 24 de julho de 2010

Pantanal com asfalto

gaivota






Área de preservação ambiental no Rio Grande do Sul é o melhor lugar do país para a observação de aves



O paraíso brasileiro das aves migratórias fica em um estreito pedaço de terra de 7 quilômetros de largura entre a Lagoa dos Patos e o mar, no Rio Grande do Sul. Os 34.400 hectares do Parque Nacional Lagoa do Peixe, área controlada pelo Ibama, é o principal ponto de pouso no Brasil de aves que chegam a voar 9.000 quilômetros desde o norte do Canadá até o Rio Grande do Sul em cinco dias. Ali elas repousam, alimentam-se e trocam a plumagem antes de iniciar o caminho de volta para o Hemisfério Norte, onde se reproduzem. Freqüentam a região 22 espécies migratórias vindas do norte, além de 150 tipos de aves nativas e cinco que migram do sul do continente, principalmente da Argentina.






A paisagem da Lagoa do Peixe, no período de maior incidência de aves migratórias, que vai de outubro a abril, lembra o Pantanal Mato-Grossense, com revoadas de pássaros de todas as cores e tamanhos. As diferenças entre as duas regiões são quase todas a favor do parque gaúcho, do ponto de vista de quem quer observar as aves. A área é um quarto da do Parque Nacional do Pantanal, mas concentra grandes aglomerados de flamingos, maçaricos-grandes-de-perna-amarela e trinta-réis-boreais em cinco habitats - a área costeira, a lagoa, o campo, o banhado e a mata. Além disso, o acesso ao Parque Nacional Lagoa do Peixe é bem mais fácil, já que o lugar está a 210 quilômetros de Porto Alegre. Esse percurso é feito em pouco mais de duas horas de carro, por novíssimas estradas asfaltadas. O parque ocupa parte da área dos municípios de Mostardas e Tavares. O primeiro, uma pequena cidade em estilo açoriano com 12.000 habitantes, possui as melhores acomodações. Ali é possível também contratar o transporte em veículos fora-de-estrada e um guia conhecedor da região e das técnicas de observação de aves. Para conhecer o parque, o ideal é procurar o escritório do Ibama no município ou a única agência de turismo da cidade, que negocia pacotes para a visita.

O turismo de observação de pássaros é considerado uma terapia. Consiste em longas e silenciosas caminhadas para fotografar ou simplesmente analisar, com a ajuda de binóculo e luneta, o comportamento e as características das aves. As áreas abertas, como é o caso da Lagoa do Peixe, são as que permitem a melhor visualização. Em florestas, é comum recorrer-se a um gravador para registrar o canto do pássaro, de longe, e depois repeti-lo, tentando fazer a ave se aproximar. Num caderninho, anotam-se detalhes como a coloração da plumagem, o tamanho e o formato da ave. Informações importantes para, depois, identificar a espécie com a ajuda de manuais de ornitologia. Não é raro observadores amadores registrarem espécies dadas como extintas.

Nos Estados Unidos, a observação tem mais de 10.000 adeptos. Há os especializados, que viajam apenas para ver aves de rapina ou beija-flores. No Brasil, o segundo país em variedade de aves - com mais de 1.600 espécies -, calcula-se que existam 1.000 praticantes organizados em clubes como o do Rio de Janeiro, com 200 associados. Muitos costumam comparar suas listas de pássaros observados. Alguns já anotaram ter visto mais de 7.000 variedades - das 10.000 espécies catalogadas no mundo. "Certa vez, no Peru, um grupo de turistas americanos deixou de assistir ao impressionante espetáculo de dezenas de araras comendo argila do barranco de um rio", conta Luiz Claudio Marigo, fotógrafo de natureza e membro do Clube de Observadores de Aves do Rio de Janeiro. "Eles preferiram ir para outro lugar porque já tinham a arara em sua lista."



No Brasil, são ótimos pontos de observação também o Pantanal, o Parque Nacional das Emas, em Goiás, o Arquipélago de Abrolhos e os Lençóis Maranhenses. O Parque Lagoa do Peixe prima pela diversidade de habitats e pela abundância de alimento. A lagoa tem apenas 30 centímetros de profundidade média, com ótimas condições para a proliferação do plâncton, alimento de crustáceos apreciado por peixes e aves. No começo da manhã ou no fim da tarde, a lagoa e seus arredores tornam-se um gigantesco restaurante de aves.


Escritor do Texto
Diogo Schelp
Site onde foi publicado - Revista Veja -
Fonte de Minha Pesquisa
http://www.bemtevibrasil.com.br/lagoapeixeveja.htm

sexta-feira, 23 de julho de 2010

As Principais doenças que acometem as aves.


As principais doenças que acometem as aves
Aprenda a evitar que seu pássaro adoeça


Elas são belas, de penas coloridas, podem ser excelentes cantoras e até mesmo falantes. De temperamento agradável, as aves são uma boa opção para bichinhos de estimação, mas como todo ser vivo, exigem cuidados especiais. Justamente por serem delicadas e sensíveis, podem facilmente adoecer e morrer.

Para evitar maiores preocupações, o dono deve estar por dentro dos problemas mais comuns. A Doença de Newcastle, por exemplo, é altamente contagiosa e afeta aves em qualquer idade. O vírus pode causar lesões no sistema digestivo, respiratório e nervoso, causando alto grau de mortalidade.

Na versão respiratória, o animal perde o apetite e apresenta espirros, dificuldade em respirar, conjuntivite e, às vezes, inchaço na cabeça. Já na forma digestiva, a doença pode provocar diarréia com presença de sangue e morte repentina. Na forma nervosa, observou-se a paralisia de pernas e asas, sendo a melhor maneira para evitar o problema a vacinação e higiene dos viveiros ou gaiolas.

Outra causa frequente de problemas é a Bouba aviária, também conhecida por epitelioma contagioso, varíola das aves, difteria, "caroço", "pipoca" e "bexiga", que afeta todas as aves em qualquer idade. Sua maior ocorrência se dá no verão devido à proliferação de mosquitos que disseminam o vírus.

Bactérias culpadas

De rápida contaminação, as doenças causadas por bactérias são muito comuns e mortais. A principal delas é a Colibacilose. Ela geralmente causa muitos prejuízos aos avicultores e é caracterizada por uma bactéria que habita o intestino do animal. Sua disseminação acontece pelas fezes, logo, a higiene e desinfecção do viveiro são fundamentais.

A Salmonelose também causa grandes estragos. O que a torna mais preocupante, é o fato dela atingir os humanos, portanto, os cuidados devem ser redobrados. As salmonelas não específicas (que atingem aves e mamíferos) causam o paratifo aviário, problema, em muitos casos, mortal. Seus sintomas se confundem com outras bacterioses, como a Colibacilose, sendo a diferenciação feita apenas em laboratório. À exemplo da Colibacilose, a forma mais eficaz de evitar o problema é a higienização rigorosa de viveiros e isolação de animais doentes.

Menos perigosa e mortal que as demais, a Coriza infecciosa merece atenção. Isso porque ela é altamente contagiosa e afeta aves em todas as idades, sendo a vacina a forma mais efetiva de controle, além de evitar que o pássaro pegue friagem. O problema ataca principalmente as vias aéreas e seus sintomas são espirros, conjuntivite e inchaço facial (sinusite).

Mais conhecida no mundo dos humanos que no de animais, o Botulismo é causado pela toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Trata-se de um problema muito frequente nas criações de fundo de quintal devido ao hábito de fornecer sobras de comida caseira para as aves. Os sintomas mais comuns são paralisia flácida e morte repentina.

Parasitoses em ação
Crédito: Yali Shi"
As doenças desse grupo são caracterizadas pela presença de parasitas no organismo das aves. O tipo mais comum é a Coccidiose, uma desvio que provoca lesões nos intestinos, podendo variar desde pequenas irritações até lesões mais graves, com hemorragias e necrose. Nos piores casos, pode levar à morte. Animais com o problema, geralmente apresentam perda de peso e diarréia com sangue. O controle se dá por meio da higiene e desinfecção constante, além do uso de drogas coccidiostáticas, de uso veterinário.

As verminoses e ectoparasitoses são problemas também muito comuns nas aves. Nelas, os parasitas utilizam seu hospedeiro para suprir suas necessidades. O problema é que eles acabam trazendo problemas aos animais, afetando o desenvolvimento e a produção, ou até levá-los a morte. As ectoparasitoses mais frequentes são causadas por sarna, carrapatos, percevejos, moscas e mosquitos. Um programa eficaz de vermifugação deve ser instituído periodicamente para evitar as contaminações.

Quando o problema está na alimentação

Muitas vezes, os donos podem achar que a melhor maneira de prevenir doenças é alimentar o pássaro diversas vezes ao dia. Em partes, a idéia está correta, contudo, vale lembrar que alimentar excessivamente o animal ou dar-lhe outros mantimentos que não os autorizados pelo veterinário, podem causar problemas, indigestão, obesidade, hemorragias, entre outros.

A Diátese exsudativa, por exemplo, surge na forma de edemas e hemorragia no tecido subcutâneo do corpo. A doença está relacionada com a deficiência de vitamina E e selênio. Ela pode ser facilmente controlada adicionando à ração antioxidantes, sempre supervisionado por um veterinário.

Outro problema causado pela falta nutricional é o Raquitismo, doença caracterizada pela deficiência de cálcio, fósforo ou vitamina D, podendo afetar o corpo como um todo, apresentando deformidades e consistência de borracha ao esqueleto. Nesses casos, suplementos minerais além de boa alimentação e banhos de sol evitam o problema.

Não menos graves são as Micotoxicoses, doenças causadas pela ingestão de alimentos contaminados por micotoxinas. A principal fonte da substância é o milho e/ou a ração. Os fungos produzem a toxina (mofo esverdeado ou azulado) que pode ser mortal. Para evitar contaminações, é importante que o dono respeite os prazos de validade do alimento de suas aves. Os sintomas mais comuns são palidez, pouco crescimento, diarréia, hemorragia e alteração na cor dos ovos.


Texto e Imagem da Pesquisa
http://petmag.uol.com.br/artigos/as-principais-doencas-que-acometem-as-aves/

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Carta de uma Ave Re-editando

Carta de uma galinha que
pôs o maior ovo do mundo


O fato


Meu cocópanheiro galo Hermes,

Cisco essas mal traçadas linhas - mal traçadas, porque tô até agora me cocóçando toda e me tremendo cocóm me aconteceu -, no intuito de avisar que tô arrasada. Arrasada com o que você meu esposo, me escreveu duvidando de minha fidelidade. Eu esperava tudo, menos que você duvidasse de mim.

O que acocónteceu foi que botei um ovo diferente aqui em Cuba. Só. Depois dele, não sei porquê, cocó-mecei a cacarejar diferente. O pessoal do galinheiro diz vou sair no livro dos Re-cocó-rdes.

Eu não imaginava que para ser famosa, precisava tamanho sacrifício. Ai como doeeu!... Mas fique tranquilo que o doutor Saracura já me deu um cocó-comprimido.

No mais, lembranças para todos aí do galinheiro.

Saudações, Galinha Cubanacan

P.S.: meu novo vizinho aqui, 'seu' Avestruz, manda-te recomendações.

texto e imagem pesquisas google

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Atropelando a Ciência


Muito curioso este artigo.

Na verdade existem vários tipos de mitos:

Mitos urbanos,
Mitos de tempo e eternidade.
Mitos de renascimento e renovação, incluindo os de memória e esquecimento.
Mitos de providência e destino.
Mitos de seres superiores e seus descendentes.
Mitos folclóricos.
Mitos fundadores, onde se explica a origem de um rito, uma crença, uma filosofia, uma cidade ou grupo social.

etc,.

Na ornitologia existem igualmente alguns mitos, os "Mitos Ornitológicos"...

Muitas vezes escutamos e/ou lemos sem interrogar, sem questionar a veracidade das afirmações ou fundamento, etc., muitas delas repetidas vezes sem conta.

Não esclarecemos as nossas dúvidas ou aprofundamos os nossos conhecimentos, simplesmente aceitamos mesmo quando não fazem sentido algum.

Este artigo mesmo que curto, simples, somente com dois exemplos é um bom exemplo disso mesmo, dá que pensar.

Um abraço e Excelentes Criações.

Gonçalo Rocha Santos ( G. Ferreira )


"Se "passeamos" por qualquer cultura, de qualquer país em qualquer continente, encontraremos milhões de informações vindas através de lendas, contos, crendices, fábulas, estórias ou simples "causos".

Dependendo do impacto que a referida informação possa causar, ela pode passar a ser repetida com tanta frequência que, mesmo atropelando a ciência, transforma-se numa "gloriosa verdade", embora totalmente desprovida de qualquer fundamento científico.

E desta técnica de divulgação repetitiva, repetitiva, repetitiva... que se valem algumas agências de publicidade para divulgar certo produto de qualidade duvidosa.

Assim é que uma música de "má qualidade" é divulgada nas emissoras de rádios com tanta frequência que, dentro de pouco tempo nós a estaremos cantarolando, mesmo sem encontrar nela nenhum ponto em comum com nosso gosto musical.

Na ornitologia, como não poderia deixar de ser, muitas informações sem nenhuma base científica, são repetidas com extrema facilidade causando, em alguns casos, um bom prejuízo ao avanço desta ciência, assim como confusão na cabeça dos iniciantes.

Vamos comentar duas delas procurando analisa-las dentro do que se conhece sobre genética.

1a afirmativa: (atribuída a um criador Italiano e bastante divulgada em revista de clubes aqui no Brasil, e principalmente pela internet)

O REPRODUTOR MACHO TRANSMITE: TAMANHO, COR E A QUALIDADE DA PLUMAGEM.

A REPRODUTORA FÊMEA TRANSMITE: TIPO, CABEÇA E FORMA.


Bem esta afirmativa não resiste à menor análise fundamentada na genética já que, TODAS AS CARACTERÍSTICAS CITADAS SÃO DE DOMINÂNCIA INTERMEDIÁRIA significando que, nem o macho nem a fêmea poderá possuir prioridade na capacidade de transmitir nenhuma delas.

Observe que, quando a afirmativa diz - "o macho transmite cor..." - ela atribui ao macho a característica de Dominância Total em relação ao item cor (lipocromo) significando que, independentemente da fêmea (lipocromo fraco, por exemplo), só seriam obtidos filhotes com ótima cor. Será?!! Afirmamos que os filhotes em sua maioria, tenderiam a uma cor intermediária.

Atenção: Veja que o mesmo questionamento poderia ser feito em relação a todos os outros itens da afirmativa.

Para exemplificar o caso acima, vamos montar o seguinte casal de Verdes:


MACHO:

tamanho: dentro do padrão

cor: ótima tonalidade e intensidade

plumagem; ótima (sedosa e aderente)

Porém, com:

cabeça: pequena (de "alfinete")

tipo: estrias finas e pouco negras, envoltura fraca, e com muita feomelanina;

forma: parecida com a de um canário "belga".


FÊMEA:


tipo: ótima marcação de estrias, envoltura negra, pés e bicos negros;

cabeça; ótima

forma: ótima

Porém, com:

tamanho: avantajado

plumagem: fofa e desalinhada

cor: bem fraca

Pelo que sugere a afirmativa que está sendo analisada, nasceriam vários campeões deste acasalamento, não é verdade? Entretanto, para nós nasceria um "monte" de tranqueiras", já que a transmissão genética tende para uma situação média sempre que houver dominância intermediária, que é o caso de todos os itens abordados.


DIVAGANDO:

Este comentário nos trouxe à lembrança a estória de um famoso cientista que, numa festa na qual estava sendo homenageado, foi abortado por uma linda e inconveniente modelo fotográfico que, depois de incomodá-lo bastante saiu-se com esta "pérola" de afirmativa;

-"Imagine se nós tivéssemos um filho com a sua inteligência e a minha beleza?!”
Já bastante aborrecido o cientista respondeu:

-"É verdade. Mas, se tivesse a minha feiúra e a sua inteligência (leia-se burrice) imagine o monstro que teria nascido!!"

2a afirmativa:

ENTRE OS CANÁRIOS, QUANDO UTILIZAMOS REPRODUTORES MACHOS MAIS VELHOS (03 A 04 anos), A QUANTIDADE DE FILHOTES FÊMEAS É BEM MAIOR QUE A QUANTIDADE DE FILHOTES MACHOS."
Esta é outra afirmativa repetida por vários criadores e que também não consegue resistir à mais simples análise científica.

É que entre as aves, definitivamente A FÊMEA É A RESPONSÁVEL PELO SEXO DOS FILHOTES através de seus cromossomos W e Z (chamado de X e Y pela FOB), em nada dependendo do cromosso vindo do macho. Se a fêmea enviar o cromossomo X, o filhote será macho; se enviar o cromossomo Y, o filhote será fêmea.

O macho em qualquer idade, sempre mandará no ato de fecundação, a mesma informação (cromossomo X) para o sexo do filhote, e somente a fêmea terá condições de mandar informações diferentes com relação ao sexo do filhote, definindo qual deles será macho e qual deles será fêmea.

Como esta afirmativa é verdadeira e pode ser lida em qualquer idioma, concluímos que NÃO EXISTE NENHUMA INFLUÊNCIA DO MACHO (de qualquer idade) NO SEXO DO FILHOTE.
Além do mais, os amigos que divulgam esta informação estão também se esquecendo de que, a estatística genética que registra números iguais de filhotes machos e fêmeas para a prole, só tem validade quando é feita para um grande número de ocorrência e não em algumas poucas ninhadas, como em qualquer estudo estatístico.

Por isto, sempre que possível estimularemos seu interesse pela leitura e seu aprofundamento no conhecimento de genética, para que a interpretação dos fenómenos que ocorram em seu criadouro, assim como das informações que você receba, possa ser feita com mais precisão e clareza. Afinal, Genética nunca é demais!


Última Fonte
http://mundo-dos-canarios.blogspot.com/2010/04/atropelando-ciencia.html



Fonte: Eliane Seixas e Gilberto Seixas
Criadores de Canários de Cor
Autores do livros
A Genética das Cores,
Manejo - A Eficiência da Produção e Técnicas de Acasalamento dos Canários
de Cor (co-autor: L. F. F. Beraldi)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...