O tempo Vida !

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Riqueza ameaçada

ARARAJUBA
Ave simbólica da Amazônia, ameaçada de extinção













Queimadas e lavouras de cana-de-açucar destroem os habitats de nossas aves, forçam a migração e as colocam sob risco de extinção


André Julião








Os cientistas são unânimes em apontar as queimadas como as grandes responsáveis pelo aquecimento global no Brasil. Esses problemas se tornam ainda mais graves quando se pensa na preservação de nossas aves. Elas sofrem diretamente os impactos da redução de seus habitats, causada pela derrubada de árvores e expansão das lavouras de cana-de-açúcar, impulsionadas pela valorização do etanol. Atualmente, a cana ameaça o segundo maior bioma brasileiro, o Cerrado, onde 48 das 837 espécies de aves correm risco de extinção. Essa é uma das conclusões do relatório “Áreas importantes para a conservação das aves no Brasil – Parte II: Amazônia, Cerrado e Pantanal”, lançado pela organização conservacionista Save Brasil. É a segunda parte do relatório cujo primeiro volume foi publicado em 2006, abordando a Mata Atlântica, o Pampa e a Caatinga. Em 2006, a Save identificou no País 163 IBAs (sigla em inglês para Áreas Importantes para a Conservação das Aves). Com a inclusão da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal, o número subiu para 237 – o que equivale a 94 milhões de hectares, ou 11% do território nacional. De todas as novas IBAs identificadas, 12 estão totalmente protegidas legalmente e 30 apenas parcialmente. Trinta e duas não têm proteção alguma. Com 1.822 espécies, o Brasil está entre os três países com maior diversidade de aves do mundo, sendo que 232 existem apenas aqui.

Vinte e cinco delas estão “criticamente ameaçadas”. “Esse estudo serve como base para outras instituições garantirem a conservação das espécies”, diz Pedro Develey, diretor de conservação da Save Brasil e um dos autores da pesquisa. “Com esses dados, os governos têm de realizar políticas públicas e as universidades podem avançar nas pesquisas.” O Brasil é recordista mundial em espécies de aves ameaçadas: 122. A ararajuba é uma delas. Simbólica, graças a suas penas verdes e amarelas, é considerada “em perigo” pelos especialistas. Sua situação, porém, é menos urgente que a da limpa- folha-do-Nordeste. Restrita a pequenas partes de Mata Atlântica em Pernambuco e Alagoas, sua população é estimada em dez indivíduos – o que a coloca na categoria de “criticamente ameaçada”. O Pantanal é outra área que merece atenção. Com suas 463 espécies, essa região faz parte da rota de migração de muitas delas. “As aves têm um papel importante, uma vez que são excelentes indicadores ambientais e podem auxiliar tanto na seleção de áreas prioritárias quanto na avaliação da efetividade das ações de conservação”, registra Develey em seu relatório. Por maiores que sejam os dividendos que as plantações de cana-deaçúcar possam trazer, deve-se levar em conta o custo para uma de nossas maiores riquezas: a biológica.




http://www.istoe.com.br/reportagens/46417_RIQUEZA+AMEACADA

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estorninho


O Estorninho (Sturnus Unicolor) é mais uma espécie que se refugiou recentemente em Nova Oeiras, talvez por se sentir abrigada de predadores e caçadores.
Tem 20 cm de comprimento.
Alimenta-se de insectos.
Nidifica em buracos de árvores ou telhados.
ResIdente todo o ano.
Normalmente voam em bandos.
Tem um grasnar muito peculiar.



Foto SPEA

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aves Voltando.


Aves voltam a mata amazônica 20 anos após extinção local

As aves da Amazônia são mais resistentes do que os cientistas imaginavam. Espécies consideradas extintas em certas áreas da floresta reapareceram após mais de 20 anos de sumiço.

A constatação é de um dos mais longos e abrangentes estudos sobre impacto da destruição das matas nas populações de aves da região.

Desde o início da década de 1980, pesquisadores americanos e do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) estudam 11 fragmentos de floresta, com tamanho entre 1 hectare e 100 hectares, perto de Manaus.

Essas áreas funcionam como "ilhas de floresta" em meio a propriedades desmatadas para receber atividade agropecuária. Elas existem porque, para autorizar o desmatamento, exigia-se que os produtores mantivessem um pedaço da mata nativa.

Os pesquisadores monitoraram essas aves e as áreas que elas habitavam antes que as árvores do entorno começassem a ser derrubadas. Depois, a partir de 1985, fizeram novas medições a cada sete anos.

CONSEQUÊNCIAS

No primeiro ano após o desmatamento, a maioria das das espécies de aves simplesmente desapareceu desses fragmentos. Algumas migraram para outras regiões, enquanto outras, sem alternativa, acabaram morrendo.

Por fim, aconteceu o que os cientistas chamam de "extinção local": as espécies de aves desapareceram completamente daquelas áreas.

As perdas de espécies variaram conforme o nível de perda de cobertura florestal e integração com o entorno. Elas foram entre 10% nas áreas grandes e menos fragmentadas até 70% nas menores e mais isoladas da amostra.

REGENERAÇÃO

Segundo os pesquisadores, com o tempo, a atividade agropecuária desacelerou e a floresta voltou a crescer e a se recuperar no entorno de alguns dos fragmentos.

Com isso, houve um processo de recolonização, com boa parte das aves retornando a suas áreas iniciais.

Em 2007, quando foi feita a última medição, 97 das 101 espécies de aves monitoradas haviam voltado a pelo menos um dos fragmentos.

"Nossos exemplos são fotografias no tempo. Eles mostram que os fragmentos de floresta têm potencial para recuperar sua biodiversidade se eles estiverem inseridos em uma paisagem que possa ser reintegrada", afirmou o ornitólogo Philip Stouffer, da Universidade do Estado da Louisiana (EUA).

A pesquisa, paga pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, considerou só as aves do sub-bosque -que voam em uma altura intermediária na floresta- e não incluiu as das áreas mais altas ou mais baixas.

"Embora uma pequena fração das espécies seja extremamente vulnerável à fragmentação e previsivelmente acabe extinta, desenvolver uma segunda geração de florestas em volta desses fragmentos estimula a recolonização", avalia Stouffer, que chefiou o trabalho publicado na revista especializada de acesso livre "PLoS One".

Na opinião dos cientistas, o processo de recuperação que foi mostrado agora na floresta amazônica brasileira poderia acontecer também em outros ecossistemas com matas tropicais no mundo.


Uol
http://www.primeirasnoticias.com.br/

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sabiá-una " Preta"


Sabiá-una, ameaçada de extinção e perseguida por seu belo gorjeio.
Esta ave muito apreciada por sua exoticidade, e canto maravilhoso. sua manutenção é simples, para se ter um basta uma gaiola de 80cm X 40cm X 40cm, e para se reproduzí-los aproxime as gaiolas do casal, e após uma semana passe o macho para a gaiola de fêmea (que já deve ter começado o fazer seu ninho na cuia), e deixe-os juntos até os filhotes estarem adultos. sua alimentação consiste em grãos, frutas, verduras, legumes, e tenébrios (4 por semana). a higiene deve ser diária, limpando o fundo da gaiola, e trocando a água

http://avesemaisaves.blogspot.com/2011/07/sabia-preta.html
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