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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Artigos Gerais "Criação de canarios" II




INSTALAÇÕES E IMPLEMENTOS

GAIOLAS: Utilizamos o mesmo modelo há anos. São do tipo de arame, com 6 comedouros externos de meia lua. Medem 50x26cm de altura x 30 de profundidade, com divisão ao meio. O fundo sobressai 5cm, de tal forma que a maioria das cassa das sementes caiam nele e sujem menos o chão.
Ninhos de armação de arame com forro de corda. Cálcio e areia: Colocamos "pedras" de cálcio que contém areia, ostra moída, casca de ovo. As mesmas podem ser substituídas por "grit". Separação: Separamos as gaiolas com divisões plásticas semitransparentes para evitar que os casais se vejam.
Material para ninho: Utilizamos aniagem, tecido de junta, cortado em quadrados de aproximadamente 5cm e prendemos na gaiola com pregador para que a fêmea retire o material necessário para confecção dos ninhos.
Potes: Utilizamos dois tipos diferentes para colocar a farinhada. Um menor, preso à porta, nas gaiolas que estão sem filhotes, e um maior, no fundo da gaiola, para as fêmeas com filhotes. Todos eles de plástico.
Identificamos de gaiolas: todas são numeradas. Criamos códigos para rápida visualização da situação de cada gaiola. No canto superior esquerdo, indica-se está em postura, chocando ou com filhotes.
Azul, indica chocando, o vermelho indica com filhotes. No canto superior direito, observações sobre comportamento reprodutivo, tais como: rejeição de anel, fêmeas que tratam pouco etc. No centro, colocamos indicação de alguma observação mais imediata (ex. suspeita de ter abandonado o ninho, rejeição do anel etc.)
ANOTAÇÕES
Uma informação precisa e completa é de extrema importância. No momento de acasalar, anotamos o número de anel, cor e características de cada fêmea. Por outro lado, o número de anel, cor, características do macho e gaiolos onde inicialmente irão cobrir. É praticada a poligamia, sendo quem por razões variadas, podemos variar os machos utilizados com uma fêmea entre uma ninhada e a outra.
Utilizamos um caderno em forma de agenda, onde serão anotadas diariamente o número das gaiolas que chocaram, número de anel e cor de macho; 10 dias depois, anotamos junto do número da gaiola a quantidade de ovos colocados e a quantidade fecundados. Também, diariamente, os filhotes anilhados, com número, e gaiola da qual são filhos. Finalmente, em outro setor, anotamos eventuais transferência de ovos ou filhotes de uma gaiola para a outra.
Tudo isto fica na forma de rascunho nesse caderno que depois é digitado para o computador onde os dados são processados deforma a termos uma informação rápida e completa de tudo que ocorre no criadouro.
ALIMENTAÇÃO
Utilizamos mistura de sementes com seqüestrante de mocotoxinas de Alltech que é um produto que inibe o efeito tóxico de eventuais fungos presentes nas sementes.
A farinhada deve ter um teor de proteína entre 18% e 20%, principalmente para o período de reprodução. Fornecemos farinhada diariamente no período de muda. A partir do mês de março começamos a folgar um dia por semana, depois 2 etc. até chegar a fornecer a farinhada 4 vezes por semana. Quando acasalamos, voltamos a fornecer farinhada diariamente, com exceção das fêmeas que estão chocando, que ficam somente se alimentando com mistura de sementes.

A ESPECIALIZAÇÃO RUMO A CRIAÇÃO AUTO-SUSTENTAVEL


Neste artigo tento deixar clara a necessidade de haver algum retorno financeiro na criação de canários, posto que as despesas com a criação: alimentação, gaiolas, funcionários, compra de novas matrizes, viagens para Campeonatos Nacionais, etc. acaba por engolir grande parte do orçamento familiar de muitos criadores. A grande maioria não dispõe em sua conta bancária de recursos suficientes para toda esta manutenção. Então porque não retirar da criação, um pouco, ou quem sabe, a totalidade dos recursos necessários? Não é simples, mas é possível! Para isto, no meu ponto de vista é primordial e vital para o pequeno e médio criador, a especialização, em uma das várias séries de canários de cor ou porte. O pequeno e médio criador (os criadores que montaram o seu plantel com 30 a 100 casais), costuma fazer uma verdadeira "salada" de cores dentro do seu criadouro, um casal daquele pois adoro aquela cor, outro casal deste porque minha filha ama esta fêmea e mais um casal daquele ali pois o pai fez 90 pontos no clube no ano retrasado. Certo, o canário fez noventa pontos, mas quando o procuraram para comprar algum macho igual àquele, qual foi a resposta? ...."Infelizmente só tirei um". Esse é o ponto em que eu queria chegar, o criador obteve dentro da sua "salada" um canário espetacular, mas na hora deste feito render algum dinheiro, não rendeu nada, pois não havia canário algum para vender. Mas se o criador tivesse no mínimo uns cinco machos iguais aquele disponíveis para a venda, já garantiria sementes e farinhada por um bom tempo. Por isso defendo a especialização no caso do pequeno e médio criador. Sei que não é fácil, e sim um trabalho árduo de paciência e perseverança com a montagem do novo plantel . E isto leva muito tempo (anos) e algum investimento inicial também. As vezes a ansiedade e a teimosia levam alguns criadores a gastar muito dinheiro em muito pouco tempo, digo isto porque já fui assim, e me arrependi amargamente por isso. Hoje me vejo já há três anos tentando me especializar em duas séries e sei que ainda falta muito tempo para começar a resgatar os frutos, mas aprendi a ter perseverança e paciência.
É preciso escolher a série em que vai se especializar e a partir daí, fazer um planejamento, que com certeza irá durar alguns anos. Vejamos um exemplo: um criador que possui espaço para 30 casais, escolheu a série dos Isabelinos sem fator para se especializar. Então em seu planejamento ele pode dedicar os dois primeiros anos no aprimoramento dos mosaicos, e depois mais dois ou três anos no aprimoramento dos intensos, nevados e prateados. Aí sim, ele estará pronto para fazer sua seleção dentro de sua própria linhagem de Isabelinos, e se tornar um ícone brasileiro na série escolhida. Vejamos vários exemplos na canaricultura brasileira em que a especialização foi um sucesso, como o Ivo Prado, de Itatiba, com seus disputados cobres, ou então o Paulo Cezar Azevedo com os Amarelos e ainda o Roberto Kobayashi com os seus famosos canários brancos e albinos. E por ai vai, tenha paciência, dedicação e acima de tudo amor pela arte de criar canários. E torne-se também um ponto de referência dentro de alguma série.
Um outro grande fator positivo na especialização, é o aprimoramento técnico que pode ocorrer com várias cores que hoje em dia estão deixando um pouco a desejar. E mais, contribuir com o retorno de algumas cores que estão sumindo, devido a falta de boas matrizes, como exemplo o canário Asas Cinza. É isso, a especialização pode ajudar e muito a canaricultura brasileira, podemos tomar a canaricultura europeia como exemplo, que está no patamar que se encontra hoje, devido única e exclusivamente à especialização.
Bom, tentei mostrar aqui uma nova tendência, que não é tão nova assim, de criar com técnica de seleção uma cor ou cores. Pois como é de conhecimento de todos, os campeonatos regionais e até mesmo o Campeonato Nacional vêm mostrando o quão é valorizado o campeão de série. E mais ainda, pergunte a quem já se especializou, o quanto mais rentável se tornou sua criação.
É importante salientar, que este artigo não tem como fim, recriminar os criadores que gostam de criar várias cores. A opção é de cada um em criar o que quiser e como quiser
Boa sorte e sucesso na criação

Imagem do google
http://bicharedo.blogspot.com/2011/06/artigos-gerais.html

Artigos Gerais "Criação de canarios"


Ps.Depois de receber muitos emails fui atrás das respostas.como é longo o assunto vou dividir em partes eis:


Artigos Gerais
Como eu faço Criação de Canário de Cor ?

MANEJO NA REPRODUÇÃO
PLANEJAMENTO

O planejamento do número de casais por cor é extremamente importante para um bom trabalho em longo prazo.
A seleção genética, nada mais é do que a fixação de genes desejáveis e de alta qualidade e a eliminação daqueles por nós considerados indesejáveis. Isto, tanto para o que se refere á qualidade propriamente dos indivíduos, como para o seu comportamento reprodutivo e resistência as doenças, fertilidades e fecundidade, fatores também diretamente ligados à genética. É, portanto, de extrema importância, o uso de um número expressivo de matrizes por cor ou raça criadas para obtermos um universo grande o suficiente que nos permita formar verdadeiras "famílias" dentro das quais possamos efetuar a devida seleção, sem necessidade praticamente nenhuma de recorrermos à compra de matrizes de outros criadores e fugindo ao mesmo tempo do fantasma da consanguinidade.
DESEMPENHO REPRODUTIVO
Todas as matrizes são avaliadas individualmente no final da temporada de cria, sendo eliminadas aquelas que não tenham alcançado metas mínimas de desempenho. Os limites mínimos exigidos são: postura mínima de 10 ovos em toda a temporada, cria mínima de 4 filhotes no mesmo período. Desvios de comportamento tais como: baixa fecundidade dos machos, fêmeas que botam no chão, tratam mal dos filhotes, bicam suas penas, quebras os ovos, etc. Também esses dados são rigorosamente anotados no histórico de cada reprodutor.
TRIAGEM
As fêmeas são divididas por sua avaliação em 3 categorias: 1) qualidade excepcional, excelente criadeira; 2) boa qualidade, excelente criadeira; 3) insuficiente como criadeira. As fêmeas de categoria 1 (aproximadamente 40%), são separadas e colocadas uma marca na voadeira, assegurando seu uso para o ano seguinte. As fêmeas de categoria 2 (aproximadamente 40%), também são separadas e identificadas e comercializadas. As fêmeas da categoria 3 (aproximadamente 20%) são colocadas num recinto separado e identificadas para evitar que sejam vendidas a criadores. Eliminados os reprodutores de baixo desempenho, o nível de evolução de qualidade dos filhotes indicará a quantidade de adultos a serem reaproveitados. Normalmente o plantei é formado aproximadamente de 20% de adultos de 1 ano e 80% de filhotes. São raríssimos os casos em que ficamos com reprodutores com mais de 2 anos. A eleição genética, pela sua complexidade, poderá ser abordado em um artigo separadamente.
PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE DOENÇAS
Dividimos o ano em 3 etapas diferentes, pela sua exigência alimentar, vulnerabilidade, atividade, etc. 1) Muda (de janeiro a abril); 2) descanso (de abril a julho) e 3) cria (de agosto a dezembro).
O CALENDÁRIO ANUAL é O SEGUINTE:
Janeiro/Fevereiro: final da cria. São separados os reprodutores e aplicado Ivomec pour-on® em todos eles. Utilizamos este produto como aliado para eliminar parasitas externos e internos. Aplicamos o mesmo tratamento em todos os filhotes, aproximadamente 15 dias após separados da mãe. O motivo deste prazo é evitar o excesso de extress casos seja aplicada a medicação imediatamente depois desmamados.
Março: vacinação massiva (todos os adultos e filhotes) contra varíola (bouba)
Ano inteiro: A cada 40 dias tratamento preventivo contra micoplasmose com Linco-spectin® ou Tylar®. Considerando que o Linco Spectin® é menos agressivo para a flora intestinal, utilizamos o mesmo o ano todo com exceção de 2 aplicações com tylan® na época de "descanço" objetivando evitar qualquer resistência ao Linco Spectin®
A prevenção às doenças digestivas é feita mediante o uso de preventivos de última geração, não agressivos, tais como lactobacilos vivos, açúcares complexos, acidificantes etc. Adicionado na farinhada, o ano todo. Estes produtos têm reduzindo muito a mortandade de filhotes depois de separados.
Na época de cria é adicionado na farinhada utilizada para tratar dos filhotes, NF180® na proporção de 1gr por Kg de farinhada pronta e Nistatina®, 4 gotas para 10Og de farinhada pronta.
Fornecemos na água ou na farinhada, Multi-hepato® (Antitóxico e protetor hepático) e Multi-ativo® (eletrólitos).
Nos casos de ulcerações, inflamações, feridas etc, nas patas, utilizo uma pomada chamada equiderm®, de excelente ação contra fungos, bactérias e com função também antiinflamatória.
Possuímos 4 cómodos, sendo 2 para criação e 2 para colocar os filhotes. Assim sendo, os cómodos previstos para criação são esvaziadas com a maior antecedência possíveis, desinfetadas etc. para evitar ao máximo a existência de germes na hora do acasalamento. Todas as gaiolas, poleiros etc. passam por um tratamento rigoroso de desinfecção. Utilizamos o desinfetante Virkon® para tal finalidade por não enferruja o material e é de alta eficácia. Antes de iniciar os trabalhos no criadouro, todas as pessoas devem desinfetar a sola dos sapatos num pediluvio com Virkon® e também as mãos como o mesmo produto.
ACASALAMENTO

Começamos a acasalar a primeira semana de agosto. Considerando a quantidade de fêmeas a serem utilizadas (aproximadamente 500 gaiolas) deve-se realizar um trabalho prévio de organização. Nunca juntamos, antes do acasalamento, machos e fêmeas na mesma gaiola ou voadeira. Fazemos a seleção dos exemplares que serão utilizados como matrizes no mês de abril, antes de iniciar a venda. Guardamos aproximadamente 15% de matrizes a mais, como reserva, para substituir aquelas que falhares na cria, morrer etc.
Separamos as matrizes por cor e sexo para uma fácil localização na hora do acasalamento. Começamos escolhendo as fêmeas por cor e avaliando com extremo cuidado as características de cada uma. As ordenamos por qualidade, colocando nas gaiolas pela ordem descendente (a melhor primeiro). Desta forma, já sabemos para efeitos de seleção no ano seguinte, que a tendência é de que a primeira metade integre o plantei novamente e a segunda metade seja superada em qualidade palas melhores filhotas.
Os casais são formados sempre visando multiplicar virtudes e eliminar defeitos. Usamos sempre as melhores fêmeas com os melhores machos.


http://bicharedo.blogspot.com/2011/06/artigos-gerais.html
Imagem do google

sábado, 23 de julho de 2011

Agapornis



Origem: África

Longevidade: até 15 anos

Reprodução: 12 filhotes/ano, por casal

Número de Espécies Conhecidas: 9

Mutações: Inúmeras

Fonte:http://bicharedo.blogspot.com/2010/10/especies-de-agapornis.html

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Malurus



Superb Fairy-wren (Malurus cyaneus)


Malurus é um género de aves da família Maluridae . Sus componentes reciben el nombre común de ratonas australianas , debido a la forma ratonil de correr que exhiben como comportamiento de distracción cuando un depredador se acerca a su nido. Seus componentes são o nome comum de carriças australiano, por causa da forma de execução que mousy apresentam como um comportamento distração quando um predador se aproxima de seu ninho. Contiene las siguientes especies: Ele contém as seguintes espécies:



http://es.wikipedia.org/wiki/Malurus
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