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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Anatomia das Aves


Ave

Devido à variedade de estilos de vida, as aves apresentam anatomias bem diferentes. À primeira vista, a maioria possui características geralmente associadas às aves hoje em dia: elas andam sobre duas patas geralmente alongadas, têm asas, são cobertas por penas e têm bicos em vez de mandíbulas. Mas elas também têm muitas diferenças, a maioria delas relacionada à maneira de voar - ou em alguns casos, de não voar.

Todas as aves têm a mesma estrutura esquelética de esqueleto básica, que varia para atender ao seu modo de vida. Como a maioria das aves precisa voar facilmente, elas têm muitas adaptações projetadas para reduzir seu peso total e facilitar o vôo. Por exemplo, ao contrário dos mamíferos e répteis, a maior parte dos ossos de seus membros são ocos. As aves também perderam os dentes e os ossos da mandíbulas, que fazem o esqueleto mais pesado em outros animais, e seus crânios são normalmente muito menores em relação ao tamanho do corpo. E, ao contrário de seus parentes répteis, os pássaros perderam quase todos os ossos da cauda. Mas enquanto muitas aves reduziram reduzido seu tamanho e peso, outras evoluíram em outra direção - aves mergulhadoras, como os pingüins e ganso-patola, precisam de esqueletos fortes para suportar a pressão debaixo d’água, por exemplo.

Aves que voam precisam de músculos grandes para bater suas asas, e por isso elas têm um esterno bem grande, ao qual seus músculos estão ligados, absorvendo o o estresse gerado pelo vôo. Esta carena, como às vezes é conhecida, não aparece em alguns pássaros que não voam, comoa ema e o avestruz, nem nos esqueletos do fóssil Arcaheopteryx - provavelmente porque este ancestral das aves ainda não havia desenvolvido a capacidade de voar de verdade. Os esqueletos das aves têm outras adaptações que fazem com que sejam mais firmes e estáveis durante o vôo, como a fusão de vértebras, clavícula e ossos das asas.

Outras diferenças facilmente visíveis nos esqueletos das aves incluem o número de vértebras do pescoço, que varia de acordo com o estilo de vida. Aves como os flamingos e os cisnes têm pescoços bastante alongados para que possam alcançar comida no fundo de lagos e lagoas, por exemplo, enquanto as aves que se alimentam nas árvores ou no chão têm pescoços curtos. Como resultado, os cisnes têm cerca de 25 vértebras em seus pescoços, enquanto as galinhas têm 14 e papagaios podem ter até 9. Outras aves, como o avestruz e a ema, têm os ossos das pernas extremamente longos, que sustentam seu peso e permitem que corram em alta velocidade.

Fonte: www.animalplanetbrasil.com

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ORIGEM DAS AVES

Origem das Aves
Esqueleto de uma ave
Esqueleto de uma ave onde se nota o grande tamanho da quilha (esterno).


Origem das aves ainda é um tema polêmico. A maioria dos biólogos acredita que as aves evoluíram dos dinossauros predatórios de duas pernas, uma teoria que é sustentada por diversas descobertas de fósseis nos últimos 150 anos. A descoberta do Archaeopteryx, em particular, convenceu muita gente de que os dinossauros são a origem das aves modernas.
Encontrado na Alemanha em 1860, o Archaeopteryx é uma das descobertas de fósseis mais importantes e comentadas. Os espécimes encontrados até agora parecem ser do período Jurássico, de cerca de 150 milhões de anos atrás, e forneceram a primeira prova de uma criatura que apresentava características comuns a dinossauros e aves. Dentadura completa, uma cauda longa e ossuda e três garras em cada asas demonstram sua relação com os antigos lagartões.
Também têm penas e um esterno parecido com a fúrcula (o osso da sorte) dos pássaros modernos. A compreensão sobre a evolução das aves está sempre mudando com aparecimento de mais fósseis.
Outros animais semelhantes às aves, do mesmo período, foram encontrados na China, e fósseis de aves de outras linhagens foram encontrados na Ásia, Europa, América do Norte e do Sul. Nem todo mundo concorda com a teoria dos dinossauros. Alguns biólogos acreditam que as aves evoluíram muito antes do Archaeopteryx na mesma época dos primeiros dinossauros, provavelmente ancestrais répteis de quatro patas.
De acordo com esta teoria, muitas espécies de aves surgiram e então se tornaram extintas junto com os dinossauros. Entretanto, elas evoluíram, se transformando em um dos grupos de animais mais variados do planeta. Atualmente há mais de 9.700 espécies de aves conhecidas, ocupando todo nicho ecológico e habitat possível.

Fonte: www.gforum.tv
Imagem do google

ORIGEM DAS AVES


O protagonista dessa incrível história é o Archaeopteryx lithographica, que viveu no período Jurássico, em plena Era Mesozóica (ou Era dos Répteis).
No entanto, o Archaeopterys era um réptil diferente dos outros: tinha desenvolvido um novo instrumento de voo, que complementava as asas – as penas.
Dos contemporâneos plumados do Archoeopterys (ou de uma espécie similar a essa) derivaram as aves que foram evoluindo cada vez mais. As primeiras aves tinham ainda o esqueleto da cauda bastante longo e o "bico" munido de dentes. Além do Archoeopterys, também existiam outras duas espécies plumadas que tinham dentes: Ichthyornis e Hesperornis.
O conjunto de plumas e penas, ou seja, a plumagem que cobre o corpo das aves, tem várias funções: permite o voo, protege do calor e do frio, ajuda a flutuar na água e contribui para a manutenção de uma temperatura ideal durante a incubação. Juntamente com as asas, as penas são o principal instrumento de voo, funcionando como "hélices" e estabilizadores de voo.

Fonte: asaves.blogspot.com

HISTÓRIA DA FALCOARIA


HISTÓRIA DA FALCOARIA

A falcoaria é a ciência de adestrar aves de rapina, considerada por muitos uma forma de arte, devido ao alto grau de sensibilidade e dedicação exigidas para sua prática.

Seu local de origem é incerto, porém, diversas teorias apontam a Ásia Central, China e Pérsia como berço mais provável. Os registros mais seguros sobre a idade da falcoaria são gravuras ilustrando claramente um falcoeiro em atividade, encontradas no século passado em ruínas na Mesopotâmia e datadas como sendo de 1700 a.C., contudo, registros mais antigos levam a crer na utilização de falcões como presentes oferecidos a príncipes chineses durante a dinastia Hia (provavelmente iniciada em 2205 a.C.).

O registro mais antigo de sua presença na Europa está representado pela ilustração de uma cena de caça aos patos, em um mosaico datado de 500 d.C., localizado em Argos, na Grécia.

Uma vez na Europa, bastaram 200 anos para que pudessem ser encontrados praticantes da falcoaria entre pessoas de todas as castas sociais, dos camponeses aos reis, para aqueles como forma de obter alimento e para estes como uma forma de esporte e interação sócio-cultural.

Por volta de 750 d.C. os primeiros manuscritos ocidentais sobre o assunto começaram a ser escritos, cabendo destacar a publicação de “De Arte Venandi cum Avibus”, vasto tratado escrito por Frederico II, imperador da Alemanha, em 1247. Pouco a pouco a cultura européia foi revestindo a falcoaria de uma aura nobre, associando sua prática à sofisticação e cultura superiores. Dessa maneira, os reis e grãos-senhores interessados em distinguir-se chegavam então a possuir dezenas de aves, contratando um mestre falcoeiro para treiná-las e mantê-las sempre em forma..

Neste período foram publicados os primeiros éditos de proteção à fauna na Europa, proibindo especificamente a caça, maus tratos ou apanha de aves de rapina. O preço de falcões treinados atingia pequenas fortunas e o roubo dessas aves era punido com a forca em algumas regiões da Inglaterra..

Com a chegada das grandes navegações, descobriu-se que a falcoaria florescera de forma paralela no continente americano. Os primeiros relatos da existência deste tipo de atividade nas Américas datam do século XVI e foram feitos por Cortês, o famoso conquistador espanhol, que descreveu a presença de falcões treinados mantidos pelo rei asteca Montezuma, no México.

A partir de 1792, com a fundação do High Ash Club, em Londres, na Inglaterra, os entusiastas começaram a se organizar em clubes e associações, dando início ao processo de modernização da prática com a formação de aviários e intercâmbio de espécies, adoção de novas tecnologias, uso de fichas de acompanhamento individual, estudo e difusão das técnicas de treino utilizadas em outras regiões, como Arábia, Espanha, Japão, etc.

A iniciativa inglesa estimulou o surgimento de novos clubes em vários continentes, auxiliando à prática da falcoaria a obter regulamentações legais especificas, como ocorre hoje na maioria dos países europeus, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, México e Argentina, Brasil, entre outros, garantindo a continuidade de sua prática até os nossos dias.

Fonte: ABFPAR -

Associação Brasileira dos Falcoeiros e Preservação das Aves de Rapina



www.birdmania.com.br/
Imagem google
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